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08/03/2004 15:36

Jovens iniciam vida sexual cada vez mais cedo

Cecília Jorge / ABr

A iniciação sexual acontece cada vez mais cedo na vida de um jovem. Segundo uma pesquisa da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), divulgada hoje, os homens experimentam a primeira relação entre os 13,9 e os 14,5 anos e as mulheres entre os 15,2 e os 16 anos.

A pesquisa compõe um livro organizado pelos especialistas Miriam Abramovay, Mary Castro e Lorena Bernadete da Silva. Foram ouvidos 16.422 alunos - de escolas públicas e privadas -, de 13 capitais brasileiras e do Distrito Federal, entre 10 e 24 anos. Também foram entrevistados 4.532 pais e 3.099 professores de ensino fundamental e médio.

O levantamento teve o apoio do Ministério da Educação, Ministério da Saúde, Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres e Instituto Ayrton Senna.

Preconceito

Influenciados pelo meio em que vivem ou encorajados pela quantidade de informação disponível sobre o tema a juventude brasileira dita suas próprias normas neste campo. O levantamento revela que os jovens têm preconceitos comuns aos observados durante a pré-revolução sexual: cerca de um quarto dos entrevistados não gostariam de ter um colega de classe homossexual.

A integrante do Movimento Delas, Yone Lndgren, diz que os que mais sofrem com o preconceito, na escola, são os travestis. Numa pesquisa realizada pela organização, em 2003, 90% dos travestis da Zona Oeste do Rio de Janeiro que abandonaram os estudos o fizeram por causa da discriminação. Os outros 10% deixaram a escola porque fugiram de casa.

A homofobia também existe entre os pais. Em Fortaleza (CE), os que mencionam que não gostariam que seus filhos estudassem com homossexuais chega a 48%. O menor índice foi registrado em Porto Alegre (RS), 22%.

O resultado da pesquisa é um retrato dos valores, experiências, apreensões e dificuldades vividas pelos jovens, segundo uma das idealizadoras do projeto. “Precisamos ter cuidado com os resultados médios, porque o brasileiro não é médio. Há muitas diferenças regionais”, adverte Miriam Abramovay.

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