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26/09/2008 11:21

Isenção de impostos não faz cair o preço do pão

Fernanda Mathias/Campo Grande News

Já em vigor, foi sancionada e publicada no DOU (Diário Oficial da União) desta sexta-feira a Lei federal que isenta de PIS e Cofins a farinha de trigo e a comercialização do pão francês. A medida vale até 31 de dezembro e tem como intenção baratear o preço do pãozinho ao consumidor. Porém não é o que está ocorrendo, pelo menos nas padarias de Campo Grande.

O presidente do Sindpão (Sindicato da Indústria da Panificação), Raul Alves Barbosa, afirma que não haverá redução ao consumidor, que hoje paga entre R$ 4,00 e R$ 6,90 pelo quilo do pão francês. Isso, argumenta, porque o preço que os estabelecimentos pagam pela farinha de trigo continua nas alturas.

“Ontem mesmo liguei para São Paulo e Curitiba e lá o saco de 50 quilos estava R$ 52,00. Aqui pagamos R$ 73,00”, afirma. Trazer a farinha desses Estados, porém, não é uma alternativa vantajosa por conta do frete. “Então o preço só deve cair se a farinha ficar mais barata”, diz.

Quanto à isenção dos impostos na comercialização do pão, o empresário afirma que isso não afeta a maioria das padarias, que são pequenas e enquadradas no Simples.

Outra proposta encampada pelo governo federal é a adição de fécula de mandioca à farinha para baratear os preços. O presidente do Sindpão diz que a idéia não emplacou por dois motivos. O primeiro é que para as padarias o custo acaba saindo o mesmo se for adicionado o polvilho doce. “Pode ser que para os moinhos saia mais barato, mas aí teríamos que classificar os tipos de farinha”, diz.

Isso seria necessário, explica, porque a qualidade do pão com a adição de mandioca não é a mesma do francês tradicional. “O cheiro fica azedo e o pão mais seco, endurece mais rápido”, explica Barbosa. Essa não é a primeira tentativa do governo federal de emplacar a adição de mandioca na massa do pão.

Para o presidente do Sindipão, a saída seria tabelar o preço do trigo no País, como era feito no passado. A produção de trigo tem caído ano a ano. Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, a área plantada já chegou a quase 430 mil hectares e nesta safra é equivalente a menos de 10% disso.

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