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27/04/2004 17:00

Investigações da PF apontam para crime de mando

Ellis Regina/ABr

O coordenador do grupo responsável pelas investigações que apuram a morte de três auditores fiscais e um motorista do ministério do trabalho na cidade mineira de Unaí, delegado Antônio Celso dos Santos, disse hoje que 90% dos esforços de investigação do caso estão concentrados na hipótese de crime de mando. De acordo com Antônio Celso, quatro delegados e três investigadores estão envolvidos nos trabalhos de apuração. Ele observou que foram encontradas algumas falhas no inquérito e que, por isso, cinco testemunhas fundamentais só foram identificadas agora. Por outro lado, lembrou que não é possível adiantar um prazo para concluir todos os trabalhos e é admissível que as linhas de investigações adotadas estejam “incorretas”.

-Culpa da greve-

Na véspera em que o crime completa três meses sem solução, os fiscais e o motorista foram assassinados em 28 de janeiro, o diretor-geral da PF, Paulo Lacerda, justificou a demora na conclusão do caso. Segundo ele, a greve da PF trouxe alguns prejuízos aos trabalhos, mas já existem suspeitos e o crime deve ser solucionado brevemente. Entretanto, não adiantou data para o fim dos trabalhos. “Se há alguma demora, é decorrente do critério que estamos adotando, procurando todas as pistas existentes e a checando todas as denúncias”, ressaltou.

Ele concordou que uma informação “infrutífera” levou o ministro da Justiça, Márcio Tomaz Bastos, a dizer em caráter reservado a deputados que o caso estaria praticamente solucionado. Segundo o ministro-chefe da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Nilmário Miranda, de fato, houve um atraso nas investigações, mas ele observou que o trabalho nunca parou: “Ficou mais lento, mas não parou”, disse durante entrevista ao canal a cabo NBR da Radiobrás.

Durante audiência pública na Comissão Externa da Câmara dos Deputados que apura o caso, Paulo Lacerda confirmou hoje que a hipótese de crime encomendado ainda é a mais forte de investigação e que não há restrições no trabalho da PF para apurar o caso, no que diz respeito ao envolvimento de pessoas poderosas da região onde o crime ocorreu. Um novo encontro dos parlamentares com os delegados ficou acertado para ser realizado na sede da Polícia Federal. A data da audiência ainda não foi confirmada. A reunião terá caráter reservado, por isso, somente os parlamentares terão acesso aos depoimentos.

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