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03/04/2014 18:00

Interventor garante pagamento dos 170 funcionários da OAB-MS

Campo Grande News

O interventor-tesoureiro nomeado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para atuar na seccional de Mato Grosso do Sul (OAB-MS) já assegurou o pagamento dos 170 funcionários da entidade, que corriam o risco de não receber caso o presidente Júlio Cesar Souza Rodrigues permanecesse como único diretor. Júlio chegou a nomear quatro “diretores biônicos”, incluindo um tesoureiro, sob alegação de que tinha poderes acautelatórios, mas sua decisão foi anulada pela Diretoria da OAB nacional.

Jayme da Silva Neves Neto, que era o tesoureiro da OAB-MS até a “renúncia coletiva do final de março”, conversou com o interventor-tesoureiro, Pedro Paulo Guerra de Medeiros (GO), que permaneceu na entidade durante todo o dia de ontem ordenando despesas.

“Ontem de manhã ele já estava despachando e foi embora a noite, depois de ter assinado vários pagamentos. Ele resolveu as questões desta semana financeiras, garantindo o pagamento dos salários dos funcionários”, informou Neto.

Antes do interventor chegar, porém, segundo Jayme Neto, os atos financeiros foram assinados na segunda e terça-feira pelo tesoureiro “biônico” nomeado pelo presidente da seccional, Diego Nemo Marcondes. “Se houver a decretação da intervenção na segunda-feira, na reunião do Conselho Federal, em Brasília, terão que ser levantados todos os pagamentos que foram feitos nesses dois dias”, opinou Jaime.

Para ele, foi inadmissível que Júlio Cesar, mesmo tendo sido informado por telefone, tenha permitido que Marcondes continuasse gerindo as finanças da OAB-MS na terça-feira. “Isso teve a anuência do Júlio, em desrespeito ao Conselho Federal”, afirmou o ex-diretor. “O tesoureiro do Júlio fingiu que não foi notificado”, acrescentou.

Na avaliação de Jayme Neto, a situação da OAB-MS é insustentável e é preciso marcar urgentemente novas eleições para por fim à crise gerada por tratativas contratuais entre Júlio Cesar e o então prefeito Alcides Bernal (PP), para aumentar o ICMS de Campo Grande, embora o progressista, como advogado, respondesse a processos éticos na Ordem. “Alguns não querem largar o osso e acabam deixando a ordem sangrando”, lamentou ele.

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