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25/05/2005 08:50

Integração MS-MT-GO visa coibir crimes na fronteira

Saul Schramm Jr. APnSaul Schramm Jr. APn

Mato Grosso do Sul une-se a Mato Grosso e Goiás no patrulhamento e combate ao crime organizado nas regiões de fronteira. O convênio interestadual foi formalizado hoje durante o 2º Encontro Regional de Gabinetes de Gestão Integrada (GGI) de Centro-Oeste, e tem como principal objetivo promover ações conjuntas de policiamento preventivo (envolvendo também a fronteira com a Bolívia e o Paraguai) e de entrosamento entre as polícias judiciárias dos Estados envolvidos.

Para o secretário de Justiça e Segurança Pública, Antônio Braga, este convênio significa alargar fronteiras e atingir também os principais interessados, ou seja, a população, na busca pela chamada “regionalização para fora” e “regionalização para dentro” (termos usados pelo secretário nacional de Segurança Pública).

“Nós estamos alargando nossas fronteiras, nós vamos trocar experiências, combater o crime de uma forma sintonizada. Esses Estados têm problemas comuns, temos fronteiras, mas às vezes os governos fazem políticas diferentes. Temos que ser ágeis e essa é a razão de interagir as forças dos três Estados”, diz Antônio Braga, explicando a chamada “regionalização para fora”.

No que diz respeito à chamada “regionalização para dentro”, ele diz que o Estado é pioneiro: “nós estamos sempre na frente. Já estamos com a política de segurança comunitária implantada, estamos fazendo com que os prefeitos interajam em ações de segurança pública e estamos voltando as ações para os municípios. Hoje quase todo prefeito participa, contribui com a segurança pública. Então, a secretaria segue à risca essas ações de cunho social de políticas públicas sociais, que são a marca desse governo”.

Para o vice-governador e secretário Egon Krakhecke (Planejamento, Ciência e Tecnologia), o trabalho de integração que vem sendo efetuado, integrando órgãos de segurança pública é de extrema importância, “e agora, esta iniciativa de prevenção e combate ao crime organizado - que transita muito nessa região de fronteira - é resultado do entendimento de que o poder público deve se colocar à frente de quaisquer outros interesses no objetivo de aumentar a eficiência dos órgãos de segurança”.

De acordo com o que explicou o secretário nacional de Segurança Pública, Luiz Fernando Corrêa, a formalização do acordo entre os Estados vizinhos atende a uma política nacional de cooperação entre as esferas do governo, voltada para a prestação de serviços de segurança para a população. Corrêa diz que o convênio assinado hoje permite, de imediato, ações entre polícias civis, polícias militares, corpo de bombeiros e polícias rodoviárias nas regiões de divisa e regiões de fronteira internacional.

“É o compromisso de cooperação em ações de policiamento ostensivo, repressivo, investigações e permuta de informações. Nós queremos é padrão, uma doutrina nacional de polícia investigativa, além de equipamentos que permitam que as polícias se agrupem e operem em conjunto”, diz Luiz Fernando.

Ele comenta ainda a importância do acordo sair do papel e se converter em ações práticas que permitam o trabalho conjunto entre os Estados: “não adianta eles [os Estados] assinarem esse acordo aqui se os rádios deles não se falam, se num tiroteio um colega de Mato Grosso do Sul está com uma pistola 9 mm e um outro está com uma pistola calibre 40, aí termina a munição de um no meio do tiroteio e o outro, com munição sobrando, não pode ceder para ele. Enfim, são essas coisas bem pragmáticas que nós estamos construindo aqui”.

Estiveram presentes na assinatura do convênio o diretor-geral adjunto da Polícia Civil de Mato Grosso, Pedro Manzan; o secretário-adjunto da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Distrito Federal, Sérgio de Oliveira Coelho (representando o secretário Athos Costa de Faria); o secretário-adjunto da secretaria de segurança pública de Goiás, Waldir Marques de Souza; o comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, Leovaldo Emanuel Sales; o comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, José Ivan de Almeida; e outras autoridades de segurança pública e dos ministérios públicos federal e estadual.

Vevila Junqueira - APn

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