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25/07/2013 16:28

Inovações e sustentabilidade no campo

João Sereno Lammel*

Estudo da Embrapa mostra os benefícios dos ganhos de produtividade no campo: entre 1970 e 2010, o preço real dos alimentos reduziu pela metade. Para a agricultura alcançar tal desempenho há dois fatores estratégicos: um deles é a adoção de inovações tecnológicas. Além do aumento da produtividade, os avanços trazem ganhos ambientais; basta ver como o aumento da produção tem sido infinitamente superior à abertura de novas áreas. O outro fator decisivo é uma política efetiva de assistência técnica e extensão da rural aos agricultores.

De acordo com a Secretaria de Assuntos Estratégicos, da Presidência da República, a assistência técnica aos médios agricultores e às propriedades familiares chega a quadruplicar seus ganhos: a renda média aumenta de R$ 639 por hectare para R$ 2.309,00. A FAO, órgão da ONU para Agricultura e Alimentação, chega a conclusões semelhantes. O órgão avalia que nos países de baixa renda e em desenvolvimento os recursos aplicados em Pesquisa são os instrumentos mais efetivos de apoio à agropecuária. Aponta, ainda, a importância dos investimentos em infraestrutura, crédito para aquisição de insumos e Educação do agricultor.

Esses dados demonstram que as empresas que pesquisam e desenvolvem Novos Ingredientes Ativos para a proteção de cultivos no País estão no rumo certo da extensão do saber ao campo. São inúmeras ações de Educação e Sustentabilidade, desenvolvidas há muitos anos. Apenas alguns exemplos a serem mencionados: o Sistema Integrado de Manejo na Produção Agrícola Sustentável, SIMPAS; uma parceria entre ABAG, ABRASEM, ANDA, ANDEF, Faculdade Dr. Francisco Maeda e IPINI; o curso MBA em Fitossanidade, em parceria com o IAC, de Campinas; o Programa EcoVegetal, que tem o apoio do Instituto Ambiental do Paraná; e o Fórum Inovação, Agricultura e Alimentos, realizado com o apoio da ABAG e com a parceria estratégica da FAO/ONU.

Outra iniciativa que merece destaque é o Prêmio Andef, que alcançou, dia 24 de junho deste ano, sua 16ª edição com o tema "Inovação e Sustentabilidade - Uma nova revolução verde". Este trabalho da Associação Nacional de Defesa Vegetal, singular em todo o mundo, é desenvolvido em parceria com o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias, inpEV; a Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários, Andav; a Organização das Cooperativas Brasileiras, OCB; e a Fundação de Estudos Agrários, da Esalq-USP. Este ano, a premiação passou a contar também com a parceria da Enactus, Organização Internacional que reúne acadêmicos e líderes de instituições públicas e empresariais, e da Associação Brasileira das Agências de Comunicação, Abracom.

Comparando alguns números atuais do País com o que havia no ano de 1998, quando foi criado o Prêmio Andef, percebe-se a dimensão de sua trajetória. O Brasil era formado por uma população de 135 milhões de pessoas e, no mundo, havia 5 bilhões de habitantes. Ou seja, em apenas 16 anos o planeta ganhou mais 2 bilhões de pessoas para alimentar.

A produção rural apenas começava a delinear os contornos do vigoroso agronegócio que, hoje, o mundo tanto admira; o País colhia uma safra de 66 milhões de toneladas de grãos. De novo: em apenas 16 anos, o Brasil praticamente triplicou a colheita, que este ano foi de 184 milhões de toneladas. Em todos esses anos, não faltaram dificuldades para os setores produtivos. E, nunca é demais enfatizar, alguns desses percalços, tais como: ineficiências na infraestrutura de armazenagem e transportes; excessiva carga tributária e anacronismo e lentidão no marco regulatório, fatores que mantêm o elevado Custo Brasil e inibem um avanço mais vigoroso do desenvolvimento.

Na 16ª edição do Prêmio Andef, o conjunto de ações e projetos de Educação do setor de defensivos agrícolas no ano de 2012 capacitou e beneficiou 6.114.987 milhões agricultores. O aumento no número de agricultores beneficiados, em relação ao ano anterior, foi de expressivos 42%. Tais resultados permitem afirmar, sem dúvida, que o Prêmio Andef é, hoje, em quantidade, qualidade e na efetividade dos projetos, a maior premiação da agricultura brasileira. Sobretudo porque os seus resultados se traduzem em mais e melhores alimentos nas mesas de milhões de brasileiros e em todo o mundo.

*João Sereno Lammel, engenheiro agrônomo, é presidente do Conselho Diretor da Associação Nacional de Defesa Vegetal, Andef.

Fonte: Revista Agroanalysis - Ed.: Julho/2013

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