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01/02/2010 09:03

Inflação semanal tem a maior alta dos últimos sete anos

Marli Moreira, Agência Brasil

São Paulo - O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC- S) fechou o mês de janeiro em alta de 1,29%, com acréscimo de 0,19 ponto percentual em relação ao resultado da apuração anterior (1,10%), segundo o levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). Essa é maior taxa registrada desde fevereiro de 2003 (1,55%).

Dos sete grupos de despesas, quatro apresentaram índices acima do da medição passada. A maior elevação ocorreu em transportes, cuja taxa passou de 2,59% para 3,45%. A principal pressão foi provocada pelo reajuste da tarifa de ônibus urbano (de 5,26% para 7,87%).

A segunda maior alta foi constatada no grupo educação, leitura e recreação (de 2,00% para 3,09%), puxada pelo aumento dos custos dos cursos de ensino superior (de 2,55% para 4,45%).

Em habitação, a taxa subiu de 0,25% para 0,30%, influenciada pelos serviços dos empregados domésticos (de 0,91% para 1,23%). No grupo despesas pessoais, o IPC-S mais do que dobrou (de 0,35% para 0,76%). Neste caso, o acréscimo é reflexo da mensalidade de TV por assinatura (de 0,65% para 2,21%).

Os três grupos restantes apresentaram oscilações em ritmo menos intenso do que o da pesquisa anterior: alimentação (de 1,65% para 1,57%), com os preços das hortaliças e legumes ainda elevados, mas em menor ritmo (de 4,38% para 3,41%); vestuário (de 0,48% para 0,09%), em que as roupas tiveram aumento de 0,32%, quase a metade da variação anterior (0,73%); e saúde e cuidados pessoais (de 0,31% para 0,28%), influenciado pela queda de preços nos hospitais e laboratórios (de 0,35% para -0,96%).

Por itens de despesas, os que mais causaram impacto inflacionário foram: tarifa de ônibus (de 5,26% para 7,87), curso superior (de 2,55% para 4,45%), batata-inglesa (de 6,64% para 11,11%), e cursos de ensino fundamental (de 5,17% para 7,59%) e de ensino médio (de 4,05% para 6,88%). Em sentido oposto, houve queda nos preços do tomate (de -8,76% para -16,99%) e de tarifa de táxi (-2,35% para -5,09%), entre outros.

Edição: Juliana Andrade

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