Cassilândia, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

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29/11/2004 14:31

Indústria veterinária deve crescer 14% no Brasil

Famasul Noticias

As empresas do setor veterinário que atuam no país esperam encerrar o ano com faturamento conjunto de US$ 700 milhões, 14% mais que em 2003. O presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), Emílio Salani, diz que as vendas de produtos destinados a bovinos e aves são as principais responsáveis pelo avanço. Trata-se de uma tendência internacional, que ganhou força depois do temor gerado pela ocorrência de casos da doença da "vaca louca" nos EUA e no Japão e da proliferação de focos de influenza aviária na Ásia.

No Brasil, puxa o crescimento do setor em 2004 a comercialização de vacinas contra febre aftosa, que deve somar 340 milhões de doses, ante 328 milhões em 2003. "Os produtores tiveram mais cuidado com a vacinação contra aftosa e, com isso, também houve maior procura por outros produtos para bovinos", disse Salani. As vendas de produtos para bovinos são o principal negócio da indústria de saúde animal no Brasil, com fatia de 55,6% da receita do setor.

Salani observa que as indústrias, para elevar suas margens de lucro, têm investido na criação de pólos que abastecem todo o mundo com um determinado grupo de produtos. O Brasil concentra a produção de vacinas contra febre aftosa, que do país são exportadas para outros mercados da América do Sul, da Ásia e da África. No mercado externo, os produtos para bovinos movimentam cerca de US$ 3,5 bilhões por ano.

A Merial, líder do ranking brasileiro das veterinárias, foi uma das companhias que transformou o país em pólo exportador de produtos para bovinos. Para isso, há um ano a empresa inaugurou um complexo de Paulínia (SP), que recebeu aporte de US$ 10 milhões.

A fábrica, que produz 100 milhões de doses por ano e tem capacidade para 200 milhões, foi montada para se tornar o pólo de exportação da família Ivomec (carro-chefe da empresa no segmento de animais de produção) para América Latina, África do Sul e Oceania.

Neste ano, a empresa espera ampliar seu faturamento em 13%, para até R$ 235 milhões. Desse total, 70% virão das vendas de produtos para bovinos, que neste ano devem crescer 6%. "O problema da "vaca louca" nos EUA renovou as esperanças de o Brasil elevar as exportações de carne bovina, o que de fato aconteceu, e isso ajudou a aquecer o mercado de saúde animal", afirmou o presidente da Merial no país, Jorge Enrique Solé.

A Fort Dodge Saúde Animal, por sua vez, espera incremento de até 9% em seu faturamento brasileiro em 2004, ante os R$ 108 milhões de 2003. Cerca de 60% das vendas virão dos produtos para bovinos. O presidente da empresa no Brasil, Diptendu Mohan Sen, observa que o crescimento será menor que o de 2003, que foi de 21%. Isso porque a empresa deixou de vender algumas linhas importadas dos EUA. "O Ministério da Agricultura impôs regras fitossanitárias ao país por causa da "vaca louca" e isso provocou a redução das vendas de algumas linhas", afirmou Sen.

Ele informou que a companhia investiu US$ 3 milhões neste ano para modernizar sua fábrica em Campinas (SP). "Estamos trabalhando para fazer da subsidiária um pólo de exportação para América Latina, Ásia e África". As exportações, segundo Sen, estão em torno de US$ 10 milhões por ano, mas a meta é elevar em 50% este valor com o início da produção de linhas para atender ao mercado externo.

O diretor da divisão de saúde animal da Pfizer no Brasil, Jorge Espanha, disse que as vendas da empresa devem crescer 10,7% em 2004, também graças à demanda por produtos para pecuária bovina. "Houve crescimento na procura por produtos voltados à reprodução assistida".

A pecuária responde por 62% dos negócios da Pfizer no país. As vendas de produtos para animais de companhia ("pets") correspondem a 12% e o restante é dividido entre aves, suínos e eqüinos. O negócio de saúde animal representa 23% da receita da Pfizer no Brasil, que no ano passado foi de US$ 45 milhões.

No mundo, os produtos para bovinos movimentam US$ 1,7 bilhão por ano, perdendo para animais de companhia (US$ 4,835 bilhões) e suínos (US$ 2,145 bilhões) e superando aves (US$ 1,45 bilhão) e ovelhas (US$ 665 milhões).

A americana Elanco, divisão da Eli Lilly, também anunciou investimento de US$ 3 milhões na fábrica em Cosmópolis (SP) para ampliar a produção de um medicamento contra a coccidiose aviária e de um aditivo alimentar para bovinos. Jacó Vandir Tormes, diretor de negócios e assuntos corporativos da empresa no país, adiantou em entrevista recente que a Elanco já planeja a entrada no mercado brasileiro de "pets".



Autor:
Valor (por Cibelle Bouças), adaptado por Equipe BeefPoint

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