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06/02/2015 13:22

Indústria estima impacto de R$ 100 milhões com energia 40% mais cara

Campo Grande News

O reajuste na conta de energia está estimado em mais de 40% até o meio do ano e a indústria de Mato Grosso do Sul estima que o impacto será de R$ 100 milhões. Além disso, o valor terá de ser repassado para o consumidor, que retrai o consumo e resulta em queda na produção e aumento do desemprego.

O presidente da Fiems (Federação da Indústria de MS), Sérgio Longen, afirma que é preciso que o poder público busque soluções para minimizar o impacto e suas consequências. "Nos próximos dias, devemos nos reunir para construir uma ação diferenciada para fazer com que Mato Grosso do Sul volte a trilhar o desenvolvimento do setor industrial e do setor produtivo como um todo”, garantiu.

Levantamento do Radar Industrial da Fiems aponta que em 2014 o setor consumiu 700.000 MWh, o que equivale a gasto de R$ 236,5 milhões, o que corresponde a 1,6% do PIB (Produto Interno Bruto) Industrial do Estado. Se o consumo se manter, o setor vai gastar R$ 331,1 milhões, o que corresponderá a 2,2% do PIB.

Na avaliação do presidente da Fiems, o governo Federal caminha em uma direção bem clara de que a melhor maneira de cobrir os seus gastos é transferindo para a produção esses custos. “Esses custos serão transferidos para os produtos e, automaticamente, repassados para a sociedade, que cada vez mais vai retrair o consumo. O resultado será queda na produção e, consequentemente, aumento do desemprego, que é o que já está acontecendo em toda a indústria estadual e nacional”, detalhou.

Atualmente, a energia elétrica para a indústria em Mato Grosso do Sul é a 4ª menor entre os Estados brasileiros, equivalente a R$ 337,90 por MWh, enquanto a mais cara foi verificada no Pará com R$ 548,88 por MWh. Em nível nacional, o custo da energia para a indústria é 215% superior à média do custo dos Estados Unidos, sendo que no País o custo da energia para a indústria no Brasil é 46% superior à média dos países selecionados e, dentre os 27 países selecionados, o Brasil ocupa a 6ª posição mais cara, enquanto dentre os BRICs o custo da energia no Brasil é superior aos custos na China e Rússia e inferior ao custo na Índia.

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