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28/09/2005 14:26

Indústria compensa a queda agrícola

Famasul

Depois de um começo de ano desaquecido, com muitas preocupações sobre a valorização do real frente ao dólar e as sucessivas altas na taxa de juros, o setor industrial brasileiro retomou a trajetória de crescimento, levando a Confederação Nacional da Indústria (CNI) a rever as perspectivas para este ano. Para a CNI, o Produto Interno Bruto (PIB) do país deve crescer 3,5%, contra a previsão anterior de 3,2%. O PIB industrial também ficará um pouco maior — dos 4,2% esperados inicialmente, a CNI agora acredita num crescimento de 4,4%.

Mas se as perspectivas da indústria são de um fim de ano melhor, com otimismo para 2006, a agricultura, pecuária e o agronegócio já consideram 2005 como um ano perdido. A desaceleração do setor no fechamento do primeiro semestre foi forte, com redução de 5,18% no PIB da agropecuária entre janeiro e junho. E os próximos meses não devem melhorar esse cenário.

“Até o final do ano, a atividade rural deverá atingir um PIB anual de R$ 144,7 bilhões, frente aos R$ 160,6 bilhões de 2004. É uma diminuição de 9,93% na renda dos produtores em 2005”, avalia o chefe do Departamento Econômico da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Getúlio Pernambuco.

Isoladamente, a agricultura tem o pior panorama para o futuro próximo, com uma perda de faturamento estimada em R$ 15 bilhões — ou seja, uma queda de 16,4% na renda obtida com as lavouras em comparação com o resultado do ano passado. Nem parece o setor que, apenas no primeiro semestre de 2003, cresceu 14,5%. Já a queda no setores agropecuário e do agronegócio juntos será menor, de 1,15%. O PIB estimado somará R$ 527,84 bilhões, contra R$ 533,98 bilhões do ano passado.

Enquanto isso, uma otimista CNI calcula que a inflação (IPCA) ficará na meta pretendida pelo Banco Central, em 5,1%. Por isso, os industriais acreditam numa redução maior da taxa de juros (Selic), que fecharia o ano em 17,5% (hoje está em 19,5%). “Mesmo assim ainda teríamos a maior taxa de juros real do mundo”, diz o coordenador da unidade de política econômica da CNI, Flávio Castelo Branco.

Motivos

Os maiores argumentos da indústria, porém, vêm do ritmo forte que continua prevalecendo nas exportações – o saldo da balança comercial dos últimos 12 meses já ultrapassou os US$ 40 bilhões. Além disso, o setor entende que a expansão do crédito (especialmente o consignado, que já representa 35% do total de crédito pessoal no país) e do rendimento médio real impulsionam o consumo das famílias brasileiras.

Esse consumo familiar também foi revisado para cima pela CNI, que prevê uma ampliação de 3,2% este ano (era 2,9% nas previsões iniciais). “Teremos um fim de ano com maior demanda das famílias, inflação em queda e crescimento real dos salários, sem falar nas exportações”, diz o economista Paulo Mol, também da CNI.

No campo, o retrato é o oposto. Segundo a CNA, a redução no faturamento do setor é conseqüência direta das perdas com seca, que atingiu importantes áreas produtoras na última safra, e da queda de preços de certas commodities. Alguns produtos, como o milho, são emblemáticos. A colheita deste ano, além de menor que no ano passado (34,9 milhões de toneladas, contra 49,7 milhões em 2004), também teve problemas de preço. Em 2004, o milho era negociado a R$ 330 por tonelada, mas caiu para R$ 290. Mesmo a grande vedete do agronegócio, a soja, que valia R$ 790 por tonelada no ano passado, agora é negociada a R$ 560.

Autor:
CNA

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