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26/07/2010 09:35

Índios trocam 250 operários reféns por engenheiros em obra de usina

24horasnews

Uma das grandes preocupações é que uma das etnias envolvidas na ocupação da hidrelétrica, a dos Cinta Larga tem episódios violentos na sua trajetória. O pior deles ocorreu em abril de 2004, quando 29 garimpeiros foram mortos pelos indígenas na reserva Roosevelt, em Espigão do Oeste (RO), devido à extração de diamantes. Em dezembro de 1971, o chefe de reportagem da sucursal do jornal O Globo, em Brasília, Procidônio Bastos, 28 anos, foi morto por índios cintas largas no Parque do Aripuanã (RO). Ele trabalhava em uma pesquisa da Funai sobre a vida dos índios.



Índios de 11 etnias libertaram 250 trabalhadores que eram mantidos reféns no canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Dardanelos, no município de Aripuanã, noroeste de Mato Grosso. Eles foram trocados por seis funcionários entre engenheiros e gerentes da empresa Energética Águas da Pedra, que se ofereceram para ficar no lugar dos operários. Uma deve ser realizada até meio-dia desta segunda-feira para tentar dar fim à ocupação.

Os índios reivindicam ações de reparação pelaempresa porque a hidrelétrica está sendo construída em cima de um cemitério sagrado para eles. Os indígenas falam ainda em condições sociais melhores, como acesso à educação r à saúde, melhoria das estradas de acesso às aldeias e inclusão no programa Luz para Todos.

A ocupação do canteiro de obras ocorreu no domingo pela manhã. Os índios chegaram armados e pintados para guerra e aprisionaram os 300 funcionários que trabalham na construção da hidrelétrica.

De acordo com Antônio Carlos Ferreira de Aquino, coordenador regional da Fundação Nacional do Índio (Funai) , a obra da hidrelétrica começou há cerca de três anos. Houve alguma falha no processo de licenciamento e a usina foi construída sobre um cemitério indígena. Ainda segundo a Funai, representantes do órgão e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Brasília devem vir a Mato Grosso nesta segunda-feira para negociar com os índios.

Fora os problemas de ordem antropológica, os índios também temem prejuízo econômico, já que a hidrelétrica pode levar à uma diminuição do peixe e da qualidade da água da região quando começar a funcionar. Na versão da empresa, porém, essa preocupação está afastada.

a hidrelétrica não funcionará com represas e seu impacto ambiental é baixo. Com isso, os índios não seriam atingidos diretamente pela obra, uma vez que a aldeia mais próxima fica a 42 quilômetros de distância. O gerente de Meio Ambiente da Companhia Águas da Pedra, Paulo Rogério Novaes, explica que a hidrelétrica não funcionará com represas e seu impacto ambiental é baixo. Com isso, os índios não seriam atingidos diretamente pela obra, uma vez que a aldeia mais próxima fica a 42 quilômetros de distância.

“Mas nós temos um programa de ações mitigadoras que trata de medidas de apoio social. Só que esse programa foi entregue à Funai em 2005 e até hoje não obtivemos resposta. Queremos fazer alguma coisa, mas estamos esperando para saber o que e como” - alega Novaes.

Histórico de violência

Uma das grandes preocupações é que uma das etnias envolvidas na ocupação da hidrelétrica, a dos Cinta Larga tem episódios violentos na sua trajetória. O pior deles ocorreu em abril de 2004, quando 29 garimpeiros foram mortos pelos indígenas na reserva Roosevelt, em Espigão do Oeste (RO), devido à extração de diamantes. Em dezembro de 1971, o chefe de reportagem da sucursal do jornal O Globo, em Brasília, Procidônio Bastos, 28 anos, foi morto por índios cintas largas no Parque do Aripuanã (RO). Ele trabalhava em uma pesquisa da Funai sobre a vida dos índios.

Com Globo Amazônia

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