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08/04/2005 06:57

Indios reclamam durante audiência da CPI em MS

João Humberto
João ChavesJoão Chaves

A Funasa (Fundação Nacional de Saúde) foi criticada mais uma vez em audiência da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da desnutrição e mortalidade infantil indígena, ocorrida nesta quinta-feira (7) na Assembléia Legislativa. Além da falta de pessoal para prestar atendimento pessoal aos índios das aldeias do Estado, há falta de carros para o atendimento de emergências em casos de partos, de cirurgias de última hora, enfim, falta uma maior estrutura para beneficiar a saúde dos índios em Mato Grosso do Sul.

Os capitães das aldeias Jaguapirú e Bororó, respectivamente Hélio Nambu e Luciano Arévalo, disseram que a Funasa dispõe de apenas uma Toyota para atender os cerca de 11 mil índios espremidos nas aldeias de Dourados. Segundo eles, muitos indígenas morrem em decorrência da lentidão nas prestação de um atendimento emergencial.

“É impossível viver desse jeito, não temos quem nos socorra. A Funasa têm falhado, quando poderia estar implantando um programa de conscientização indígena nas aldeias”, lamentou Arévalo.

Somado ao fato de que existe uma escassez na distribuição de terras – num espaço de 1.444 hectares habitam 11 mil índios –, quando na verdade a área destinada é de 3,5 mil hectares, os índios sobrevivem as custas da plantação da mandioca e da doação mensal de apenas uma cesta básica por família.

As terras estão escassas devido as invasões de fazendeiros que utilizam da propriedade dos índios para a plantação de soja. Nesse ponto, segundo informa Nambu, o Idaterra (Instituto do Desenvolvimento Agrário, Assistência Técnica e Extensão Rural) é falho. A afirmação chamou a atenção do presidente da CPI, deputado Maurício Picarelli (PTB), que vai pedir ao diretor-presidente do órgão, Humberto de Mello Pereira, um levantamento da área de soja plantada nas aldeias.

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