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19/05/2008 08:00

Índios bloqueiam MT-170 e ameaçam cortar energia

Ivo Pereira/24horasnews

Um grupo de cem índios das etnias Ena Wene-Nawe, Rikbaktsa, bloquearam no começo deste domingo a ponte do Rio Juruena (60 Km de Juína). Eles montadas duas “tendas” e no local só passa ambulância. Os grupos disseram que trata-se de manifesto dos povos indígenas do noroeste de Mato Grosso.

No documento elaborado pelos indígenas há pelo menos cinco reivindicações e uma ameaça. Se em oito dias não forem atendidos, os índios prometem derrubar as torres de transmissão de energia que liga Juina ao sistema Nacional de energia. “Se nesse prazo não atender nossas solicitações, nós iremos derrubar e botar fogo nas torres de energia que passa pelo Rio Juruena e que abastece as cidades”, afirmam no documento.

Os índios afirmam ainda que já mandaram documentos para as autoridades competentes para resolverem os problemas enfrentados pelas etnias, porem segundo eles, ninguém resolveu nada. As cinco cobranças são; a falta de atendimento e assistência de saúde nas aldeias, nos pólos de saúde e casas de saúde indígenas da região. Também cobram solução para suspender a construção das PCH’S no alto Juruena. Segundo os índios o Juiz já mandou paralisar as obras, mas nada disso aconteceu, e dizem que estão sendo prejudicados.

Outra cobrança é na compensação dos impactos causados pela PCH Juina e Rede Cemat construída na reserva dos povos Cinta Largas. Os índios pedem ainda estudo de impacto ambiental e compensação dos prejuízos causados com a construção da Hidrelétrica Dardanelos em Aripuanã. Por ultimo os indígenas querem que a prefeitura aplique diretamente nas aldeias 40% dos recursos do ICMS Ecológico.

Para negociar, os índios solicitam a presença de representantes da Funasa, Empreendedores das empresas de energia, Sema, Ibama, Funai (setor de meio ambiente), Ministério Publico Federal de MT, Governo do Estado além dos prefeitos de Sapezal, Comodoro, Juína, Aripuanã, Juara, Brasnorte e Cotriguaçú.

O prefeito de Juína Hilton Campos (PR) esteve no local, mas por precaução não se aproximou dos índios. “Eu não tive contato com eles porque com certeza eu ficaria retido, não tenho medo nenhum, só que eu tenho uns problemas pra resolver em Brasília”, disse. Quanto ao ICMS Ecológico Campos explica que o problema é da Funai. “Juína pagaria mais ou menos R$ 55 mil por mês, e isso pesa na balança”, completou. A prefeitura deve entrar com uma liminar na justiça pedindo a desobstrução da rodovia.

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