Cassilândia, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

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24/10/2007 13:45

Índice de morte por arma de fogo caiu 17% em MS

As mortes de pessoas do sexo masculino por arma de fogo caíram 17,4% em Mato Grosso do Sul, entre 2003 e 2006, conforme estudo do Ministério da Saúde. O índice ficou acima da média nacional, que foi de 12%. Em 2003 o Estado apresentou 40,4 homicídios por arma de fogo para cada grupo de 100 mil homens. No ano seguinte a relação já era de 35,2/100 mil, em 2005 foi mantida a tendência de queda (31,2) e em 2006 teve um ligeiro acréscimo, ficando em 33,4 mortes para grupo de 100 mil homens.

Em todo o país, em 2006 foram registrados 34.648 óbitos por arma, contra 39.325 em 2003. Isso representa 4.677 vidas poupadas, especialmente entre homens. A diminuição coincide com a implementação de ações como o Estatuto do Desarmamento, o fortalecimento da segurança pública nos estados brasileiros, além da mobilização da sociedade civil organizada. De acordo com o estudo, 92% das vítimas de homicídios são homens na faixa etária de 15 a 39 anos.

No ranking das principais causas de mortes entre o sexo masculino, os homicídios ocupam o terceiro lugar, atrás das doenças isquêmicas do coração e doenças cerebrovasculares.

Outra importante constatação da pesquisa é a de que houve a reversão da tendência de aumento de mortes por arma de fogo. Caso o país mantivesse o ritmo constante da elevação da mortalidade por essa causa, em 2006 teriam ocorrido 45.745 mortes. A diferença entre as mortes ocorridas e as que eram esperadas é de 13.838, o que corresponde a uma redução de 24%.

De acordo com estudo do Ministério da Saúde, os homicídios cresceram de maneira contínua no Brasil, entre 1980 e 2003. Na avaliação dos dados, o risco de morte por homicídio no país, no ano de 1980, era de 14 por 100 mil habitantes, atingindo um pico de 28,9 em 2003. Ou seja, a taxa ficou duas vezes maior no período. Já em 2006, o risco cai para 24 por 100 mil habitantes, representando queda de 17% em relação a 2003.

Na década de 1980, foram registrados 230.832 homicídios no país, contra 348.461 na década de 1990. Essa tendência de aumento se manteve nos quatro primeiros anos da década de 2000, mas, desde 2004, começou a declinar. Após registrar 51.043 homicídios, número máximo de vítimas no Brasil, o número de óbitos começou a apresentar uma queda contínua desde então. De acordo com a “Análise dos custos e conseqüências da violência no Brasil”, estudo do Ipea (Instituto de Pesquisas Aplicadas), publicado em junho deste ano, estima-se que, em 2004, o custo da violência no Brasil chegou a R$ 92,2 bilhões, ou 5,09% do Produto Interno Bruto do país.

O cálculo do Ipea leva em consideração gastos ou investimentos públicos e privados, tais como internações, pensões, perdas materiais, aplicação de recurso em segurança, despesas com proteção de carros, entre diversos outros itens. O estudo deixa evidente o quanto os homens são mais vitimados pelas armas de fogo. Apesar disso, em 16 estados e no Distrito Federal houve queda das taxas de mortalidade por arma de fogo entre as pessoas do sexo masculino.

As maiores reduções ocorreram em Roraima (-55,7%) e em São Paulo (-48,3%). Entre os estados que pioraram estão o Amazonas e Alagoas, com aumentos de 85,2% e 59,4%. Também houve crescimento da mortalidade no Pará, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Maranhão, Ceará, Bahia e Sergipe. Quanto à mortalidade por arma de fogo em capitais, Maceió (AL) ocupa o primeiro lugar, com taxa de 75,4 mortes por 100 mil habitantes no ano de 2006. Em seguida vem Recife, com taxa de 61,5. Na seqüência, aparecem Vitória (ES), Belo Horizonte (MG) e Rio de Janeiro (RJ), com taxas de 58,9, 35 e 33,4 por 100 mil, respectivamente.

De acordo com a pesquisa, a incidência dos óbitos por arma de fogos está concentrada nos grandes centros urbanos. Como exemplo o estudo afirma que os municípios com população acima de 500 mil habitantes concentram 28,7% da população brasileira e responderam por 41% dos óbitos por arma de fogo. No mesmo ano, os municípios com população até 100 mil habitantes concentraram 43% da população brasileira e 28% dos óbitos por arma de fogo (Com informações do Ministério da Saúde).

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