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25/04/2005 13:28

Importações de leite em pó prejudicam mercado brasileiro

Famasul Noticias

Os levantamentos dos preços de leite e derivados feitos pelo SimLeite, envolvendo o Cepea/Esalq, a Embrapa Gado de Leite e a OCB/CBCL mostram, com poucas exceções, um cenário favorável para cooperativas e laticínios entre janeiro e fevereiro nas cinco principais regiões leiteiras do País.

Entretanto, o aumento significativo do volume importado de leite em pó no mês de janeiro resultou em queda de 24% do preço deste produto no Rio Grande do Sul e de 19% no mercado paranaense em fevereiro. Os reflexos deste aumento da oferta foram sentidos também por outros derivados, escapando de queda somente o leite cru no Paraná e o leite UHT no Rio Grande do Sul.

Em fevereiro, com a entrada oficial da entressafra, muitos laticínios reajustam seus preços no mercado doméstico, e sinais destes movimentos surgem nas diferenças entre os preços máximos e mínimos praticados. As dispersões mais significativas foram observadas no principal centro consumidor do País, São Paulo, onde a variação para o queijo mussarela no atacado chega a ser de 148% no mês de fevereiro. Para o leite cru, as dispersões são naturalmente menores entre os preços máximos e mínimos, muito em função das políticas de relacionamento entre as cooperativas, proprietários de fazendas e os compradores.

LEITE CRU - No mês de fevereiro, a procura pela gordura do leite implicou grandes altas nos preços do leite cru integral, principalmente em Goiás. Neste estado, o preço médio exibiu um pico de elevação de 10,90% em relação a janeiro, substancialmente maior que as variações entre 1,41% e 2,13% vista nos demais estados.

LEITE PASTEURIZADO E UHT – Apesar de representarem apenas 26% do volume de leite processado no País, tanto o leite UHT quanto o pasteurizado são carros-chefe de vendas de muitos laticínios e cooperativas. Em fevereiro, os preços do leite pasteurizado mantiveram-se estáveis nos cinco Estados pesquisados, tendo variação máxima de 3,14% em Minas Gerais. Para o leite UHT, os maiores preços foram encontrados no Paraná, Goiás e em Minas Gerais. No Rio Grande do Sul, os preços médios no mês de fevereiro foram os mais baixos, apesar do reajuste de janeiro para fevereiro (7,29%) ter sido o maior dentre os Estados pesquisados. As variações entre os preços máximos e mínimos continuaram altas, no patamar dos 25% no Rio Grande do Sul e dos 35% em São Paulo.

QUEIJO PRATO e MUSSARELA – Dentre os derivados, o queijo prato apresentou uma elevação regular dos preços, com variação mínima no Paraná (0,96%) e máxima em Goiás (5,41%). O estado com tendência de alta mais evidente foi Goiás, onde os queijos mussarela e prato apresentaram elevação na média acima de 5%, em função principalmente do aumento no consumo do mercado paulista. Em Goiás e no Rio Grande do Sul, as médias dos preços da mussarela elevaram-se 6,25% e 5,72%, respectivamente; em Minas Gerais e São Paulo permaneceram relativamente estáveis, com queda de 0,96% e alta mínima de 0,76%. Já no Paraná, a desvalorização da mussarela foi de 7%.
Vale lembrar que nos queijos estão as diferenças mais significativas entre os preços máximo e mínimo. Para o prato, a amplitude chaga a ser de R$ 6,00 por quilo no atacado (87%) e para o queijo mussarela, aos R$ 7,00 por quilo (148%).

LEITE EM PÓ e MANTEIGA – De janeiro para fevereiro, o leite em pó caiu 19% no Paraná e 24,4% no Rio Grande do Sul, em função das 4.450 toneladas importadas no mês de janeiro, 144% a mais do que dezembro de 2004 e 50% a mais se comparadas a janeiro de 2004. Além das quedas bruscas de preços no Paraná e no Rio Grande do Sul, o leite em pó teve uma pequena queda em São Paulo (-0,8%); já em Goiás e em Minas Gerais, o produto teve altas de 1,83% e de 2,16%, respectivamente.
Os preços da manteiga tenderam à alta em Goiás (7,72%), à estabilidade em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul, e à queda em São Paulo (-2,46%) e no Paraná (-3,24%).

Autor:
Embrapa





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