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21/10/2005 06:44

III Mostra do TCE reúne produção de municípios

O presidente do Tribunal de Contas do Estado, José Ancelmo dos Santos, prefeitos e autoridades estaduais abrem nessa segunda-feira (24/10), às 19h30min a III Mostra do Espaço Cultural do TCE/MS, com o tema “Mato Grosso do Sul e seus Municípios”. A III Mostra contará com a participação de artistas plásticos de todo o Estado, visando retratar os pontos históricos e turísticos dos municípios do Estado e, ainda, com obras de artistas naif e esculturas produzidas por acadêmicos de Artes Visuais da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

De acordo com o artista plástico e curador do Espaço Cultural, José Teffi, 90 por cento de um total de 100 obras em exposição vão estar disponíveis para comercialização. Ele lembrou ainda que a participação dos artistas no Espaço Cultural do TCE é gratuita, objetivando apenas a disponibilidade de um espaço para que possam expor suas obras à sociedade sul-mato-grossense. Teffi informou que até a última quinta-feira, vários municípios já haviam confirmado a participação e enviado as telas para a exposição que vai até o dia 15 de dezembro.

Coletiva de Escultura “Cabeças” - Esta mostra traz uma parte da produção dos acadêmicos da disciplina Escultura do 2° ano do Curso de Artes Visuais - Bacharelado/2005 da UFMS. Os trabalhos foram elaborados primeiramente em argila, servindo de matriz para a execução de moldes em gesso, que por sua vez, possibilitaram o resultado final em massa plástica.

De acordo com Carla de Cápua, Profª. da disciplina Escultura do Curso de Artes Visuais da UFMS no exercício proposto, deu-se num primeiro momento, a experimentação da técnica da modelagem que é um processo aditivo e permite grande liberdade de expressão. Na transposição das formas da argila para a massa plástica, os acadêmicos tiveram a oportunidade de perceber as diferenças e graus de dificuldade de se trabalhar com um material natural e maleável e outro sintético e rígido, o que estimulou a pesquisa de materiais, texturas e cores para a finalização das obras.

Os expositores são os acadêmicos Adriana Sardim, Aline da Silva Ranelli, Alisquely G. de Barros, Henrique Coutinho Teixeira, Juliana Maria Silva Santos, Lívia Ferencz, Luiz Eduardo Capilé, Mayana Rodrigues, Milena de Souza Teixeira, Tereza Carolina Rocha de Souza, Themis Riyono Grosbelli Irie, Vanessa Cristina Atanásio, Verônica Aparecida Silva Acosta, Waldice de Oliveira Queiroz e Yanna Endo de Araújo.

A Arte Naïf - Encontrar talentos no universo dos chamados primitivos é um grande e fascinante desafio. Para isso, é preciso conhecer o maior número possível de artistas do Brasil e do Exterior, buscando as características que tornam alguns desses pintores expoentes do que há de artisticamente melhor, dando-lhes destaque não como meros naïfs, mas colocando-os entre os principais nomes da arte universal, independente de categorias, estilos e nomenclaturas.

Esse é um dos objetivos dessa mostra, organizada pelo Gurpo Naif “Cores da Terra”, que reúne obras de 10 artistas Naïf de nosso Estado. A Arte primitiva ou naïf é tipicamente brasileira e está fortemente vinculada à arte popular nacional, mas ainda não é devidamente valorizada internamente. Cabe lembrar que se convencionou chamar arte primitiva a que é produzida por artistas não-eruditos, a partir de temas populares geralmente inspirados no meio rural. Já quando o tema é urbano, costuma-se utilizar o termo naïve ("ingênuo", em francês), que se pronuncia "naïf", e ganha especial relevância entre artistas franceses e haitianos para designar os pintores que rejeitam as regras convencionais da pintura ou não tiveram acesso a elas.

Os dois estilos, porém, têm em comum as cores vivas e uma imaginação, estilização e poder de síntese levados para a tela com uma técnica aparentemente rudimentar. Em linhas gerais, pode-se dizer que a arte naïf brota do inconsciente coletivo, mantém-se em constante renovação e se deixa penetrar por influências eruditas, embora conserve sua natureza própria. Sabedoria e sonho se irmanam em obras difíceis de definir sob uma única catalogação.

Mas o que seria essa pintura de raízes populares? Para o crítico de arte Américo Pellegrini Filho, a arte popular se caracteriza pelo autodidatismo, por técnicas rudimentares adquiridas de modo empírico, pela espontaneidade e liberdade de expressão, e informalismo (ausência de aspectos formais acadêmicos, como composição, perspectiva e respeito às cores reais). Os Expositores naïf são: Da Silva, Mimi, Cecílio Vera, Ramão Lopes, Nofal, Roselin, Isac Saraiva, Titã, A. Ricci, Agnes Rodrigues.



Luiz Junot / Flávio Teixeira

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