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20/04/2004 15:14

IBGE: comércio varejista cresceu em fevereiro

Daisy Nascimento / ABr

As vendas no comércio varejista cresceram 5,11% em fevereiro, acumulando uma alta de 5,56% no primeiro bimestre de 2004 - um crescimento de 9,03% na receita nominal. Em comparação com fevereiro de 2003 o resultado também foi positivo, tanto no volume de vendas (5,11%) quanto na receita nominal de vendas (7,71%). Já no acumulado de 12 meses, o volume de vendas ficou negativo (-2,41%), enquanto a receita nominal de vendas cresceu 12,17%.

A pesquisa mostra também que a pequena redução na taxa mensal de crescimento do varejo, de 5,98%, em janeiro, para 5,11%, este mês, foi influenciada pela diminuição do número de dias úteis, já que, neste ano, o Carnaval foi comemorado em fevereiro.

Das 27 unidades da federação pesquisadas, 21 tiveram resultado mensal positivo, a exemplo do que ocorrera em janeiro. Em fevereiro de 2004, em relação ao mesmo mês do ano anterior, os maiores aumentos no volume de vendas do comércio varejista, segundo o IBGE, foram registrados no Acre (22,49%); Mato Grosso (19,93%); Maranhão (16,69%); Espírito Santo (14,96%) e Santa Catarina (13,47%). No entanto, foram os resultados positivos de São Paulo (6,86%); Minas Gerais (5,58%); Rio Grande do Sul (4,44%); Paraná (8,90%), além de Santa Catarina, que determinaram o avanço do varejo no mês. Já entre os estados que apresentaram resultados negativos, destacaram-se Roraima (-19,41%), Piauí (-11,06%) e Pernambuco (-5,15%).

O segmento de móveis e eletrodomésticos apresentou, pelo segundo mês consecutivo, o maior crescimento mensal no volume de vendas do comércio varejista (16,35%), acumulando um crescimento nos dois primeiros meses do ano que supera o resultado do mesmo período do ano passado, que foi de 17,69%. Este segmento se distingue também no indicador acumulado dos últimos 12 meses por ser o único com variação positiva (2,72%).

Com o resultado de 4,98% em fevereiro a atividade de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo completa um trimestre de crescimento no volume de vendas. Esta seqüência de taxas positivas proporcionou aumento no acumulado do ano (4,04%), e desacelerou a queda no acumulado dos últimos 12 meses, cuja taxa passou de -4,22%, em janeiro, para -3,52%, em fevereiro. O ramo obteve, em fevereiro, desempenho praticamente igual ao do grupo como um todo.

Os resultados do volume de vendas foram: 4,92%, na comparação com fevereiro de 2003; 4,00%, no acumulado do ano, e -3,32%, no acumulado dos últimos 12 meses. No caso deste último indicador, a tendência é de desaceleração da queda, uma vez que, em janeiro, a variação foi de -3,96%.

De acordo com a pesquisa, as últimas taxas de desempenho de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo estão, em parte, influenciadas pelo reduzido nível de vendas no final de 2002 e início de 2003, período em que houve acentuado aumento de preços dos produtos da cesta básica e conseqüente perda de poder aquisitivo da população, o que pode ser observado quando se compara o nível de vendas da atividade em fevereiro deste ano com o de fevereiro de 2002 (-1,15%).

O segmento de combustíveis e lubrificantes mantém o quadro positivo apresentado em janeiro/04, quando vendeu 5,00% a mais, passando para um crescimento de 6,19%, em fevereiro de 2004. Esse desempenho, de acordo com a pesquisa, foi influenciado pela redução dos preços dos combustíveis automotivos, que, segundo o IPCA, caíram 13,1% entre março de 2003 e fevereiro de 2004 e, conseqüente recuperação de consumo. Nos dois primeiros meses do ano, o segmento acumula 5,57%, e nos últimos 12 meses, -2,66%.

O setor de tecidos, vestuário e calçado registrou queda de 5,97%, em fevereiro, na comparação com igual mês do ano anterior, depois de dois meses de resultados positivos. Como conseqüência, o volume de vendas acumula no ano taxa negativa de 2,19%, resultado inferior ao do mesmo período do ano passado.

Do mesmo modo, o indicador acumulado dos últimos 12 meses acelerou sua queda e passou de -2,91%, em janeiro, para -3,64%, em fevereiro de 2004. A atividade de veículos, motos, partes e peças, que não está incluída no indicador geral do varejo, apresentou queda de 0,76% nas vendas, em fevereiro deste ano, depois de três meses de crescimento. No acumulado de 2004 a taxa chegou aos 3,75% positivos sobre o mesmo período do ano passado, e no acumulado nos últimos 12 meses, continuou negativa (-5,81%), superando a de janeiro (-5,53%).

A Pesquisa Mensal do Comércio divulga, pela primeira vez, resultados de cinco setores que passam a ter acompanhamento das variações mensais do volume de vendas e da receita nominal de vendas do varejo nacional, cuja série se inicia em janeiro/04.

As taxas de variação do volume de vendas, em fevereiro/04 em relação a fevereiro/03, foram positivas para os segmentos de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (6,35%); equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (7,75%) e para outros artigos de uso pessoal e doméstico (19,59%). Na mesma comparação, houve queda no volume de vendas de livros, jornais, revistas e papelaria (-9,68%) e de material de construção (-10,67%).

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