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20/02/2015 10:30

Horário de Verão chega ao fim entre saudades e alívio para madrugadores

Campo Grande News

Instituído pela primeira vez em 1931, o horário de Verão segue despertando ódio e paixões. Hoje, próximo do retorno do horário normal, há quem torça para que acabe logo e há o grupo que vai sentir saudades.

Há 126 dias, a rotina do técnico de segurança do trabalho Jeferson Rodrigues, 32 anos, é acordar com o céu estrelado. Ele conta que não vê a hora de chegar a zero hora de sábado e atrasar o relógio. “Levanto 4h40 e pego o ônibus às 5h28, na primeira volta”, diz.

Segundo Jeferson, que mora no residencial Ramez Tebet, a escuridão potencializa a insegurança e o cansaço. “O corpo se sente muito cansado”, diz.

A contrariedade com o horário de Verão é compartilhada pelo vendedor ambulante Carlos Jorge de Amorim Leite, 64 anos. Ele acorda 4 horas da manhã para fazer exercícios e preparar o carrinho com doces e balas. Carlos trabalha há oito anos na Praça Ary Coelho, centro de Campo Grande.

“Estou torcendo para acabar logo. Tenho diabetes e preciso fazer exercício físico. Mas é mais difícil, porque dá câimbras”, afirma.

Amigos e com a mesma profissão, Anderson e Emanoel divergem quando o assunto é horário de Verão. “Não importa acordar cedo, o importante é chegar mais cedo em casa, de dia”, salienta o vendedor Anderson da Silva Santana, 28 anos.

Já Emanoel Israel Sanchez, 20 anos, torce para que a mudança no relógio não vigorasse nunca mais. “Eu não quero esse horário mais não, dá muito sono”, diz.

Para a vendedora Mayara Moura, 18 anos, o difícil será encarar o novo horário. “Já acostumei. Ficar mudando é ruim”, afirma.

Do ponto de vista da saúde, a mudança traz benefícios. “A grande vantagem é que se dorme um pouco mais. Consequentemente, reduz o estresse que a privação do sono nos dá. Temos acordado e não despertado. A gente acorda com despertador. Mas só desperta com luminosidade”, explica o clínico geral e cardiologista Luiz Ovando.

Com previsão de economia de 5%, o horário de Verão começou em 19 de outubro do ano passado. O governo federal cogitou ampliar a medida, devido a falta de chuvas que prejudica os reservatórios das hidrelétricas, mas foi descartado.

No Estado, a perspectiva era reduzir o consumo em 40 MW (megawatt), correspondente à demanda no horário de pico (das 18h às 21h) nas cidades de Corumbá e Ladário. Os dois municípios juntos têm 129.498 habitantes.

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