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03/06/2008 08:13

Hoje - Reunião do Copom para definir nova taxa de juros

Stênio Ribeiro/ABr

Brasília - O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne, hoje (3) e amanhã (4), para discutir como ficará a taxa básica de juros que remunera os títulos depositados no Serviço Especial de Liquidação e Custódia (Selic).

A reunião começa sempre depois das 15 horas e, hoje à tarde, o colegiado do BC ouvirá exposições dos chefes de departamento do banco sobre as perspectivas nos diferentes segmentos da economia, no Brasil e lá fora, com enfoque especial para o acompanhamento de preços e possíveis pressões inflacionárias.

A “dosagem” no aumento da taxa de juros, hoje de 12,75% ao ano, só será conhecida no início da noite de amanhã, mas os consultores econômicos da iniciativa privada acreditam, de acordo com a pesquisa Focus da última sexta-feira (30), que o Copom deve repetir a elevação de 0,5 ponto percentual usada na reunião de abril.

O economista do Núcleo de Negócios Internacionais da Trevisan Consultoria, Pedro Raffy Vartanian, afirma que “o aumento da Selic é fato, devido ao cenário de pressão nos preços. Resta saber qual o tamanho do aperto monetário”. Ele acredita que o aumento será de no mínimo 0,50 ponto percentual, mas admite que os diretores do BC podem discutir possibilidade maior de aperto, pois “o cenário inflacionário vem se deteriorando”.

Posição semelhante foi manifestada pelo presidente do Sindicato das Financeiras dos Estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo (Secif), José Arthur Assunção. Ele afirmou que “o BC será implacável com a inflação durante todo este ano”. A autoridade monetária está pronta, segundo ele, para aumentar a táxa básica de juros o quanto for preciso para evitar uma alta generalizada da inflação.

O conselheiro econômico da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), Istvan Kasznar, também concorda com a elevação de 0,5 ponto percentual e lembra que a ata da última reunião do Copom foi um alerta ao mercado de que haverá tantos aumentos quantos forem necessários para conter a inflação.

É importante lembrar, segundo ele, que a pressão de preços no país “é resultado também da conjuntura internacional, devido a um período de franca elevação das commodities agrícolas e do petróleo. O BC precisa tomar providências pontuais para que a meta de inflação seja cumprida”. Agora que atingimos o “grau de investimento”, disse ele, “temos que preservar o que conquistamos com tanto sacrifício”.



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