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08/12/2008 07:56

Hexacampeão: São Paulo campeão em 2006

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O São Paulo Futebol Clube, depois de mais de uma década de espera, volta a sagrar-se campeão brasileiro. O título, incontestável, veio na trigésima sexta rodada, duas antes do fim do campeonato. Em 36 jogos, foram 21 vitórias, 11 empates e apenas quatro derrotas. O Tricolor somou 74 pontos, oito a mais que o segundo colocado, o Internacional de Porto Alegre. Na partida decisiva, jogada com o Atlético-PR, em 19 de novembro, o Morumbi recebeu 68.237 torcedores. A massa tricolor empurrou a equipe o tempo todo e ainda estabeleceu o recorde de público na Série A do Brasileiro de 2006.

No campo, a disputa começou tensa. Leandro e Mineiro tentaram os primeiros arremates contra a meta do goleiro Cléber. Aos poucos, o time passou a dominar as ações. Até que o gol surgiu aos 25 minutos da etapa inicial. Com precisão, Souza cobrou uma falta na lateral-esquerda do campo de ataque. Fabão subiu mais que o arqueiro adversário e balançou as redes. Embalada pela cabeçada do zagueiro, a torcida começou a gritar “tetracampeão” e não parou mais. O Atlético reagiu no segundo tempo. Empatou com um chute rasteiro de Cristian aos 33 minutos. Mas isso não foi suficiente para reduzir o vigor do time da casa.

Mesmo com o jogo encerrado, o grupo esperou para soltar o grito definitivo de campeão, pois ocorria paralelamente a partida entre Paraná e Internacional, naquela altura único time do certame com alguma chance de adiar a festa são-paulina. No entanto, com a derrota da equipe gaúcha, os paulistas puderam, enfim, comemorar. O plantel subiu no lugar mais alto do pódio e recebeu duas taças simbólicas (uma concedida pela Federação Paulista de Futebol e outra por um grupo de empresários são-paulinos), erguidas primeiramente pelo capitão Rogério Ceni – esse, aliás, foi o primeiro título brasileiro que o Tricolor conquistou em casa, privilegiando o contato com uma pequena parcela da imensa nação tricolor.

A taça oficial do Campeonato Brasileiro, criada pelo artista plástico Holoassy Lins em 1993, foi entregue na vitória por 2 a 0 contra o Cruzeiro, em 26 de novembro, em partida válida pela penúltima rodada. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) autorizou a volta olímpica com o caneco nesse jogo.

O grupo ainda recebeu, do diário Lance!, os Troféus Osmar Santos e João Saldanha por vencer o primeiro e o segundo turnos.

O triunfo foi tão especial e saboroso que mesmo ex-jogadores que se tornaram ídolos o festejaram. “Traz um sentimento de nostalgia e felicidade por ver todos os companheiros comemorando. Foi uma festa muito bonita”, declarou o zagueiro Lugano à Radio Globo.

Momentos marcantes

Partidas memoráveis, golaços e placares elásticos fizeram parte do roteiro tricolor. Até o jogo com o Atlético-PR, o São Paulo fez 64 tentos.

Entre toda a exatidão de estatísticas e números, sobraram exibições que ficaram marcadas na memória. No fim do primeiro turno, a apresentação contra o Cruzeiro, em pleno Mineirão, foi uma das que mais renderam emoções. Foi o primeiro jogo do time depois da final da Taça Libertadores. Uma espécie de teste psicológico para a recuperação da confiança. O Tricolor permitiu que o adversário abrisse 2 a 0 no placar. Complicando a situação, ainda foi marcado um pênalti para os donos da casa. Mas, Rogério Ceni defendeu, iniciando, naquele instante, a reação tricolor e inflando os brios dos companheiros rumo ao topo.

Não satisfeito em salvar a equipe de um terrível golpe, o goleiro-artilheiro balançou as redes duas vezes (falta e pênalti). O primeiro rendeu ao arqueiro a marca de 63 gols na carreira, deixando para trás o paraguaio Chilavert. Dessa forma, ele tornou-se o camisa um com o maior número de tentos na história do futebol. Foi uma das exibições mais destacadas da carreira de Rogério.

O tetra foi ficando cada vez mais próximo. No segundo turno, as vitórias contra os concorrentes diretos pelo título pesaram, e muito, na balança. O Internacional, no Morumbi, sucumbiu aos paulistas, perdendo por 2 a 0. Na Vila Belmiro, o placar de 1 a 0 em cima do Santos, com gol consciente de Mineiro, foi um largo passo.

Números de campeão

O São Paulo terminou o Campeonato Brasileiro de 2006 com o melhor ataque (66 gols marcados) e a melhor defesa da competição (apenas 32 tentos contra). Esse era um feito inédito no torneio, que ocorre desde 1971. A equipe, que finalizou a disputa com um aproveitamento de aproximadamente 68%, teve um saldo de 34 gols.

No Morumbi, em 14 jogos realizados, foram quatro empates e uma derrota. Longe de casa, houve oito vitórias, oito empates e três derrotas. Os artilheiros da agremiação foram Rogério Ceni e Lenílson (oito gols), seguidos por Leandro (seis). Em 38 rodadas, foram 22 vitórias, 12 empates e somente quatro derrotas, totalizando 78 pontos.

1
São Paulo FC
78
38
22
12
4
66
32
34
68,40%

2
Internacional
69
38
20
9
9
52
36
16
60,50%

3
Grêmio
67
38
20
7
11
64
45
19
58,70%

4
Santos
64
38
18
10
10
58
36
22
56,10%

5
Paraná
60
38
18
6
14
56
49
7
52,60%

6
Vasco da Gama
59
38
15
14
9
59
50
7
51,70%

7
Figueirense
57
38
15
12
11
52
44
8
50,00%

8
Goiás
55
38
15
10
13
63
49
14
48,20%

9
Corinthians
53
38
15
8
15
41
46
-5
46,40%

10
Cruzeiro
53
38
14
11
13
52
45
7
46,40%

11
Flamengo
52
38
15
7
16
44
48
-4
45,60%

12
Botafogo
51
38
13
12
13
52
50
2
44,70%

13
Atlético-PR
48
38
13
9
16
61
62
-1
42,10%

14
Juventude
47
38
13
8
17
44
54
-10
41,20%

15
Fluminense
45
38
11
12
15
48
58
-10
39,40%

16
Palmeiras
44
38
12
8
18
58
70
-12
38,50%

17
Ponte Preta
39
38
10
9
19
45
65
-20
34,20%

18
Fortaleza
38
38
8
14
16
39
62
-23
33,30%

19
São Caetano
36
38
9
9
20
37
53
-16
31,50%

20
Santa Cruz
28
38
7
7
24
41
76
-35
24,50%

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