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08/12/2008 07:06

Hexacampeão: São Paulo campeão brasileiro em 1977

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O São Paulo ganhou seu primeiro campeonato brasileiro no Mineirão, diante do Atlético e de mais de 100 mil mineiros, que fizeram, naquele dia, o maior silêncio da história do grande estádio. Depois de um 0 a 0 nos 90 minutos e na prorrogação, o título foi disputado nos pênaltis. Faltavam três cobranças para cada time e o Atlético vencia por 2 a 0. Aí o Tricolor “virou” a série, acertando as três últimas cobranças enquanto o Galo errou duas.

O volante Chicão, mesmo perdendo um pênalti (escorregou na hora da batida) saiu como herói desse jogo, especialmente por causa de um lance que deu muita polêmica: chutou o pé do atleticano Ângelo, instando-o a se levantar e deixar de fazer cera. Ângelo, entretanto, havia sofrido uma contusão grave os “inimigos” tentaram condenar o volante são-paulino impondo-lhe a pecha de carrasco, que nunca foi aceita por nossa torcida. Raçudo, sim carrasco, não! – mesmo porque naquela altura da prorrogação o Atlético todo estava fazendo cera.

O técnico tricolor era Rubens Minelli (o mesmo que ocupou em 99 o cargo de coordenador do futebol). Ele conquistou ali o seu tricampeonato brasileiro. Havia sido bicampeão com o Inter de Porto Alegre em 1975/1976. Ao ser contratado, Minelli fora encarregado de reestruturar o elenco, que em 1976 não ganhara nada e que em 1977 não conseguira, frente ao Corinthians, o empate que colocaria o São Paulo na final do Paulista, contra a Ponte Preta. Os adversários, de gozação, diziam que o técnico havia trocado a MacLaren pelo Cooperçúcar, numa alusão ao piloto Émersom Fittipaldi, campeão da Fórmula-1 com a MacLaren. Ele, não ganhava mais nada com a equipe que montou, patrocinada pela Cooperçúcar.

Minelli reformulou mesmo o elenco tricolor. Do time campeão paulista de 75, só participaram da final do Brasileiro de 77 o goleiro Valdir Perez, os volantes Chicão e Teodoro e o centroavante Mirandinha, que voltava a jogar depois de mais de três anos em recuperação de uma fratura na perna. O centroavante titular, Serginho, não pôde jogar a final porque estava suspenso. Antes do jogo, o presidente Henri Aidar afirmava a todas as emissoras que Serginho iria atuar porque o São Paulo havia conseguido uma liminar suspendendo a pena. Ele viajou a Belo Horizonte e até foi visto com uniforme de jogo. A “guerra de nervos” também funcionou.

Fazendo o impossível acontecer

O São Paulo começou a série de cinco pênaltis com Getúlio, que errou. O Atlético também errou, com Toninho Cerezo. O São Paulo errou o segundo, com Chicão, enquanto Ziza fez 1 a 0 para o Atlético. Peres marcou o primeiro gol são-paulino na terceira cobrança, mas Alves também marcou para o Atlético. Faltavam dois pênaltis para cada time. Para vencer, o São Paulo teria que acertar os dois e o Atlético tinha de errá-los. Bezerra acertou, Joãozinho Paulista errou. Ou melhor, Valdir Perez defendeu; Antenor acertou, Márcio erro, chutou fora. O impossível (o Atlético errar os dois últimos pênaltis) aconteceu. E o São Paulo, a certando as duas últimas cobranças, foi campeão.

Regulamento

O primeiro Campeonato Brasileiro vencido pelo São Paulo foi disputado por 62 times, divididos inicialmente em seis grupos (quatro com dez participantes, dois com 11). O regulamento era complicado, assim como a contagem de pontos: vitória por dois ou mais gols de diferença valia três pontos. O São Paulo começou a crescer na hora certa. Foi campeão do seu grupo na terceira fase e chegou com moral às semifinais, na qual superou o Operários-MS. A final, com o Atlético, foi disputada num jogo só porque o time mineiro havia feito mais pontos nas fases classificatórias.

Classificação
1ª fase – Grupo B

Palmeiras, 20
São Paulo, 18
Santa Cruz, 13
XV de Piracicaba, 12
CSA, 11
CRB, 10
Náutico, 7
Sport, 6 e Treze, 6
10- Botafogo-PB
2ª fase – Grupo G

Corinthians, 9
São Paulo, 7
América-RJ, 5
Internacional-RS, 4
Brasília, 0
3ª fase – Grupo U

São Paulo, 11
Grêmio, 7
Botafogo-SP, 6
Ponte Preta, 5
Sport, 4
XV de Piracicaba, 1
A final contra o Atlético Mineiro foi realizada no dia 05 de março de 1978, no Mineirão, e assistida por 102.975 pagantes. Juiz: Arnaldo César Coelho. O São Paulo atuou com Valdir Perez, Getúlio, Tecão, Bezerra e Antenor; Chicão, Teodoro (Peres), Dario Pereyra e Viana (Neca); Mirandinha e Zé Sérgio. Técnico: Rubens Minelli. O Atlético jogou com João Leite, Alves, Márcio, VAntuir e Valdemir; Toninho Cerezo, Marcelo e Ângelo; Serginho, Caio (Joãozinho Paulista) e Ziz. Técnico: Barbatana.
Os pênaltis do São Paulo foram convertidos por Peres, Antenor e Bezerra (Chicão e Getúlio erraram). Os pênaltis do Atlético foram perdidos por Toninho Cerezo, Joãozinho Paulista e Márcio (Ziza e Alves acertaram).
Artilheiros: O artilheiro do São Paulo neste campeonato foi Serginho, com 18 gols, seguido por Neca (7), Getúlio (4), Zé Sérgio (3), Teodoro e Mirandinha (2), Bezerra, Chicão, Zequinha e Müller (1).

OS JOGOS

1ª FASE

Náutico
0x1
SPFC


Botafogo-PB
0x2
SPFC


CSA
0x0
SPFC


XV de Piracicaba
1x1
SPFC


Palmeiras
2x0
SPFC


SPFC
1x0
Santa Cruz


SPFC
3x0
Treze-PB


SPFC
2x0
Sport


SPFC
4x0
CRB


2ª FASE

Corinthians
2x0
SPFC


SPFC
5x0
Brasília


Internacional
1x4
SPFC


América-RJ
0x0
SPFC


3ª FASE

SPFC
4x2
XV Piracicaba


Ponte Preta
1x3
SPFC


Botafogo-SP
1x0
SPFC


SPFC
4x3
Sport


SPFC
3x1
Grêmio


SEMIFINAIS

SPFC
3X0
Operário-MG
26/2/1978

Operário
1x0
SPFC
1/3/1978

FINAL

Atlético-MG
0x0
SPFC
5/3/1978

Nos pênaltis: SPFC 3x2 Atlético-MG

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