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10/12/2007 07:24

Hanseníase: Uma doença carregada de preconceito

Agência Brasil

No Brasil, a lei aboliu o termo lepra para uma doença que ainda pouco conhecemos: a hanseníase, que a cada ano ataca a média de 47 mil pessoas, principalmente nos estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O contágio é pelas vias respiratórias, pelo ar, qualquer um pode pegar, em qualquer lugar, mas não há epidemia. Está comprovado que a maioria das pessoas que têm contato com o bacilo não adoece devido às resistências internas. No entanto, 384 municípios brasileiros apresentam mais focos de transmissão e maior concentração de casos. O tempo entre o estágio e o aparecimento dos sintomas varia de dois a mais de dez anos. A coordenadora do Programa de Hanseníase do Ministério da Saúde, Maria Leide de Oliveira, fala do desafio do diagnóstico.

"A hanseníase infelizmente ainda é uma doença estigmatizante. É um desafio porque muitas vezes as próprias pessoas doentes não querem dizer na família que têm hanseníase com medo de ser estigmatizada, de ser isolado, discriminado. Hanseníase hoje tem tratamento, tem cura, nem todas as pessoas são contagiantes, e mesmo as que são, logo no início do tratamento deixam de ser, tomando remédios, então quando uma pessoa é diagnosticada de hanseníase não tem por que separar essa pessoa do convívio pessoal, do trabalho, da sua família, por quê? O que tinha de acontecer de contágio, se por acaso é uma forma contagiosa, já aconteceu antes de ele começar a tratar."

O dermatologista e hansenologista Paulo Mendonça esclarece quais são os sintomas da hanseníase e o que as pessoa deve fazer ao desconfiar do bacilo.

"Se uma pessoa tem uma mancha, esbranquiçada, avermelhada, caroços, atingindo toda a região do corpo, nas faces, orelhas, tronco, braços, uma lesão tipo mancha, procurar o serviço, a unidade de serviço mais próxima no seu município, vai lá fazer outros testes, simples, e aí vai chegar ou não ao diagnóstico, se aquele caso é hanseníase ou não é, e hoje o importante é que a pessoa que inicia o tratamento mais precocemente possível, ela cura totalmente em 100% dos casos, a cura da hanseníase sem nenhuma seqüela, ela tem uma vida normal, se ela é estuda, deve continuar estudando, se é um trabalhador, deve continuar trabalhando, ter todo o seu direito de cidadão."

O nosso País, por fatores históricos, físicos e geográficos, detém o maior número de casos da hanseníase na América Latina.

De Brasília, Paulo César Campos

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