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09/03/2010 11:28

Grupo faz apitaço e vai às ruas contra o Ato Médico

Campo Grande News/ Aline dos Santos

Com apitaço, distribuição de panfletos e camisetas pretas, um grupo de 50 pessoas foi às ruas do centro de Campo Grande para protestar contra o projeto de lei do Ato Médico, que tramita no Senado Federal.

O projeto 268/2002 estabelece atos e procedimentos que serão privativos de médicos. “Profissional da saúde não é só médico. São 13 profissões e o SUS [Sistema Único de Saúde] define o trabalho integrado”, afirma o presidente do Conselho Regional de Psicologia, Carlos Afonso Medeiros.

Na prática, os profissionais – psicólogos, fonoaudiólogos, assistentes sociais -reclamam que vão perder autonomia e ficarão atrelados ao médico, pois só poderão atender um paciente se um médico fizer o encaminhamento.

Psicóloga há 22 anos, Susy Cortês salienta que, atualmente, há vários caminhos para que um paciente receba atendimento psicológico. “Chega de todas as formas. O pedagogo da escola pode fazer a orientação, no caso de uma criança com problema. Por orientação de médicos ou até mesmo o próprio paciente nos procura”.

Segundo o presidente do Conselho de Psicologia, outro fator preocupante é que a chefia dos serviços de saúde - como posto, hospital e clínicas - será atribuição exclusiva dos médicos. “Além de o paciente perder a liberdade de escolha”.

Acadêmico de psicologia da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Thiago Machado reclama que o Ato Médico pode reduzir os diagnósticos a caráter apenas biológico.

A manifestação teve início na praça Ary Coelho. Em seguida, o grupo distribuiu panfletos na avenida Afonso Pena. Além do Conselho de Psicologia, que reúne 2.500 profissionais, a manifestação teve apoio dos conselhos de enfermagem, educação física, fonoaudiologia e serviço social.

A favor – O anúncio do protesto provocou uma nota de repúdio por parte do SinMed/MS (Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul). Para o conselho, o projeto do Ato Médico garante as atribuições das outras profissões.

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