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02/06/2005 15:02

Governo negociará em bloco com grevistas, diz Bernardo

Jacqueline Lopes / Campo Grande News

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse hoje que o governo vai negociar em bloco com os servidores as reivindicações salariais e não aceita ceder pedidos especiais de categorias, como a da Previdência, que entrou em greve a partir nesta quinta-feira, e que recentemente já havia obtido a concessão de 47% de reajuste.
O índice citado como aumento é questionado pela categoria. Na última greve em 2004, após negociação que durou 45 dias com o governo federal, os funcionários do INSS (Instituto Nacional de Previdência e Seguridade Social) conquistaram uma gratificação referente ao adiantamento do plano de carreira. A reivindicação foi resultado da greve de 1987, no governo de José Sarney, mas ficou pendente na Justiça.
“O governo devolveu o que devia aos servidores e ainda não foram pagos 53%. Uma conquista histórica nossa, diz membro do Comando de Mobilização do INSS em Mato Grosso do Sul, Anita Terezinha Nunes Borba.
"Temos de atender outras categorias antes de voltar a conversar com a mesma categoria", disse ao jornal O Estado de São Paulo o ministro, depois de se reunir hoje com representantes dos servidores em greve, dos ministérios do Trabalho, Previdência e Saúde, e da CUT (Central Única dos Trabalhadores).
Segundo Bernardo, os funcionários do INSS obtiveram, justamente hoje, data de início da greve, o pagamento de uma parcela de 9% dos 47% autorizados. Conforme a sindicalista, a incorporação está sendo feita gradativamente durante um período de dois anos.
"A idéia do governo é falar uma linguagem única. Qualquer decisão tem de considerar o conjunto dos servidores e o impacto sobre a folha de pagamento", ressaltou o ministro. Para Anita Borba, 0,01% de reajuste proposto pelo governo “é uma piada”.
De acordo com os números do Ministério do Planejamento, o governo Lula já gastou R$ 6,7 bilhões, desde o ano passado, com a reestruturação de carreiras dos servidores públicos. Os reajustes variam de um mínimo 6,35% até 135,89%, como é o caso dos médicos peritos do INSS. Nesta greve, os médicos negociam separadamente com o governo.
De acordo com os números do Ministério do Planejamento, o governo Lula já gastou R$ 6,7 bilhões, desde o ano passado, com a reestruturação de carreiras dos servidores públicos. Os reajustes variam de um mínimo 6,35% até 135,89%, como é o caso dos médicos peritos do INSS.
O INSS, em Campo Grande, aproveitou a quinta-feira para orientar os segurados e fecha as portas a partir de amanhã. São 19 agências em Mato Grosso do Sul, sendo quatro em Campo Grande, que atendem cerca de 4 mil pessoas por dia. Os segurados que foram até o órgão hoje estão sendo informados de que a greve é por tempo indeterminado.
Os servidores públicos federais de Mato Grosso do Sul iniciaram junto com os servidores do INSS a mobilização pelo aumento salarial de 18%. A paralisação no Estado começa gradativamente com adesões de alguns órgãos, enquanto outros ainda definem a situação.
As lideranças estimam que 80% dos 8 mil funcionários públicos federais cruzem os braços, nos primeiros 15 dias de greve.
O Incra (Instituto Nacional de Colonização de Reforma Agrária) está parado. Nesta manhã, os contratados disseram à reportagem do Campo Grande News que temem demissão, caso não trabalhem, mas vão integrar o movimento em solidariedade aos colegas.
Cerca de 50% dos 2 mil trabalhadores da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) estão com as atividades suspensas em Campo Grande. São funcionários do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) e os motoristas. O órgão está parado também em Aquidauana, Rio Verde e Amambai, totalizando 400 pessoas. Nesta quinta-feira haverá assembléias para avaliar a posição das categorias em Miranda, Bodoquena, Três Lagoas e Dourados.
Os funcionários do Ministério da Agricultura anteciparam a greve e estão parados há duas semanas.
O Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis) deverá aderir a paralisação somente no dia 6, com seus 120 servidores.
Já os 850 professores da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) não deverão entrar em greve e prometem negociar diretamente com o governo federal. Os servidores da UFMS decidiram em assembléia geral pelo indicativo de greve.

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