Cassilândia, Sexta-feira, 02 de Dezembro de 2016

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25/03/2005 15:30

Governo informa Luizinho sobre recuperação da Ponte

Marcos Augusto
Marcos AugustoMarcos Augusto

O Deputado Luizinho (PL) enviou na ultima quinta-feira (24/03), uma equipe para verificar de perto e recolher informações sobre o abandono da ponte rodoferroviária entre Aparecida do Taboado e Rubinéia.
Segundo Luizinho, as informações colhidas serão usadas na audiência Pública marcada para o dia 27 de abril e que vai reunir representantes de dezenas de municípios que são ou serão beneficiados com o bom estado da ponte.
Ainda na quinta-feira, o Deputado Luizinho recebeu uma informação do DNIT de Brasília, informando que algumas providências já estão sendo tomadas para a retomadas das obras.
Segundo Luizinho, apenas uma pessoa toma conta da ponte e assim mesmo, de longe. Um guarda foi destacado para ficar “vigiando” de longe uma parte da ponte. “Ele fica em uma casa há uns 500 metros da ponte no lado paulista, mas foi enviado há pouco tempo”.
Luizinho afirmou que o canteiro de obras está totalmente abandonado, algumas máquinas estão acabando com o tempo, uma plataforma que fica dentro do rio também está se desgastando. O asfalto da ponte está cheio de buracos, o mato está crescendo em cima da ponte tomando conta das margens em toda sua extensão, as hastes que antes serviam de apoio às luminárias estão soltas e costumam cair sobre as pistas, cupins corroem a estrutura, há infiltrações, as galerias para captação de águas da chuva estão entupidas, além da fiação que foi quase toda roubada.
A Ponte foi uma das principais obras entregues no governo de Fernando Henrique Cardoso e vem sofrendo um processo de deterioração desde sua inauguração, em maio de 1998.

Segundo a Folha de São Paulo, a ausência de manutenção na obra surgiu em razão de uma cláusula de um convênio, assinado em 1991 pelo governo de São Paulo e a União, que determinava que só seria definido quem administraria a ponte após a conclusão da obra.

Várias instalações previstas no projeto de construção, como posto da Polícia Rodoviária, posto da Secretaria da Agricultura, Secretaria da Fazenda e Centro de Controle Operacional ainda não foram construídas. Segundo cálculo da Secretaria dos Transportes do Estado de São Paulo, cerca de R$ 20 milhões precisam ser empenhados para o término da obra.

Segundo dados da Brasil Ferrovias S.A, no ano passado foram transportados pela ponte cerca de 6 milhões de toneladas de cargas, com cerca de 80% correspondendo à soja. Para o diretor de comunicação da empresa, José Roberto Walker, a atual situação da ponte preocupa. "Não é o ideal, precisa haver uma definição de quem irá assumir a responsabilidade de administrar a obra."
O convênio assinado entre o governo de São Paulo e a União, que viabilizou a construção da ponte, acordava que o governo federal captaria 80% dos recursos destinados à execução da obra e o governo de São Paulo completaria os outros 20%.
Em 1999, o convênio foi extinto e, desde então, a ponte permanece entregue ao abandono. A obra custou aos cofres públicos R$ 586,3 milhões e, durante sua construção, foi alvo de denúncias de superfaturamento pelo TCU (Tribunal de Contas da União).
A informação recebida pelo Deputado Luizinho que conversou com o engenheiro de ferrovias do DNIT, diz que a verba para a recuperação e conclusão da ponte está sendo levantada e que o problema será resolvido a curto prazo.
Luizinho foi convidado para uma reunião em Brasília no dia 17 de abril, com o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, Paulo Sérgio Oliveira, quando serão discutidas formas de se viabilizar uma parceria entre os governos estadual e federal para a solução do impasse relacionado à administração da ponte rodoferroviária.

"Nosso trabalho em busca da recuperação da ponte já está surtindo efeito e esperamos que uma solução seja apontada nessa reunião que acontece 10 dias antes da audiência Pública"

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