Cassilândia, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

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03/02/2006 15:20

Governo do estado vai bancar custos de setor leiteiro

Gislene de Almeida / Campo Grande News

Além de reduzir a alíquota do ICMS de 6% para 2%, o governo do estado vai bancar por pelo menos seis meses os custos da implantação do Conseleite, na tentativa de amenizar a crise no setor leiteiro, agravada pelo baixo preço do leite –entre R$ 0,14 e R$ 0,21 - pago aos produtores do Estado. Ambas medidas têm caráter emergencial e foram definidas, hoje, pela manhã, durante discussão entre os donos de indústrias de laticínio, atacadistas, produtores e o secretário de Produção e Turismo, Dagoberto Nogueira Filho. Na próxima semana, a secretaria deverá repassar cerca de R$ 60 mil para a implantação do Conselho.

O conselho reunirá membros de todos os setores envolvidos na questão e tem como uma de suas prioridades a implantação de um preço único do leite, pois, os produtores reclamam que hoje muitas indústrias definem, depois da entrega do leite, quanto vão pagar.

“Realmente esse ponta pé inicial por parte do governo é fundamental para o setor. Porém, o mais importante é que todos os envolvidos apoiaram a implantação do conselho, o que nunca havia acontecido”, comemora a coordenadora da Câmara Setorial do Leite, Adriana Mascarenhas, que há três anos vem batalhando pela implantação do projeto, que apresenta resultados significativos nos estados do Rio Grande do Sul e Paraná.

Segundo Adriana, o recurso repassado pelo governo, através da Seprotur, será rateado, num segundo momento, pela Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado) e Silems (Sindicato dos Laticínios de Mato Grosso do Sul ).

Através do Conseleite será possível fazer um levantamento aprofundado dos custos de produção de todos os setores envolvidos na cadeia do leite e definir um “leite-padrão”, com determinadas características de qualidade e volume e, a partir dele, um leite de qualidade inferior (com deságio de 10%) e um leite de qualidade superior (com ágio de 15%), dispersos em torno do leite-padrão.

Adriana lembrou ainda que as planilhas de custos foram entregues, mas que o mesmo também se encontra em análise por parte do Ministério Público, que deverá apresentar os resultados nos próximos dias.

Em relação ao ICMS, os produtores esperam que, desta vez, as indústrias repassem de fato, para o produtor os benefícios da redução da alíquota. “Vamos ver se os benefícios que os laticínios estão tendo, mais uma vez, com a redução do ICMS, serão repassados para os produtores, se o preço pago pelo litro de leite, realmente vai melhorar”, disse Ademar Silva Júnior diretor-secretário da Famasul.

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