Cassilândia, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

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10/06/2009 13:00

Governo desiste de importar gado, anuncia Acrissul

Fernanda Mathias e Aline dos Santos, Campo Grande News

O presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), Francisco Maia, anunciou esta manhã que o plano do governo estadual, de importar gado paraguaio para garantir abates no Marfrig de Porto Murtinho “é assunto encerrado”.

O governo pretendia criar um corredor para importar 10 mil animais, mas optou pela redução da carga tributária na região, alternativa apresentada pelo presidente da Acrissul e diretores da entidade, em reunião na semana passada.

Francisco Maia afirma que nesta semana esteve em contato com o governador que pediu a ele que anunciasse aos pecuaristas que o assunto está encerrado. “Isso é uma vitória aos produtores”, comemorou o presidente da Acrissul.

Segundo ele, não chegou a ser feito pedido formal ao Ministério da Agricultura para criação do corredor. Quanto ao incentivo fiscal, Maia afirmou que o governador não detalhou como será a concessão mas está certo que ficará condicionado à desossa da carne também no município de Porto Murtinho, gerando outros 400 empregos.

A unidade tem capacidade para abater 800 animais ao dia, mas opera com 75% do potencial.

Preço baixo – O primeiro vice-presidente e pecuarista de Porto Murtinho, Jonathan Pereira Barbosa explicou que o Marfrig enfrenta dificuldades para completar a escala de abate porque paga cerca de R$ 2,00 abaixo dos valores de mercado.

O preço baixo é justificado pelos custos operacionais da unidade, que fica na região de fronteira com o Paraguai, para escoar a produção até os centros consumidores. “O produtor é penalizado por isso”, disse.

Os pecuaristas refutaram de imediato a idéia do governo estadual de importar boi paraguaio. A questão sanitária foi um dos argumentos usados pelo setor. Além da febre aftosa, temia-se que a brucelose e outras doenças pudessem ser introduzidas com a importação.

De outro lado pesou a questão comercial. No Paraguai os custos de produção são 50% menores, especialmente por conta da carga tributária e com isso a arroba é vendida entre R$ 50,00 e R$ 55,00 quando do lado brasileiro está cotada a R$ 70,00.

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