Cassilândia, Sábado, 23 de Setembro de 2017

Últimas Notícias

06/12/2005 07:10

Gestante do SUS ganha direito a acompanhante

Agência Saúde

O Ministério da Saúde deu mais um passo para humanizar os serviços de parto e pós-parto. Na última sexta-feira (2/12), o ministro Saraiva Felipe assinou portaria regulamentando a lei nº 11.108, sancionada em abril deste ano e que permite a presença de acompanhante para a mulher em trabalho de parto e pós-parto nos hospitais públicos e conveniados com o Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com 14 estudos científicos, nacionais e internacionais, envolvendo mais de 5 mil mulheres, as gestantes que tiveram a presença de acompanhantes ficaram mais seguras e confiantes durante o parto. Foram reduzidos o uso de medicações para alívio da dor, a duração do trabalho de parto e o número de cesáreas. Além disso, apontam os estudos, houve também redução nos casos de depressão pós-parto.

A portaria de regulamentação foi assinada por Saraiva Felipe durante a II Conferência Internacional sobre Parto Humanizado, realizada no Rio de Janeiro. A partir de sua publicação no Diário Oficial, prevista para terça-feira (6/12), os hospitais públicos e conveniados terão seis meses para adequar e reorganizar o espaço disponível para mulheres em trabalho de parto e seu acompanhante. O Ministério da Saúde irá repassar um incentivo financeiro adicional para cada Autorização de Internação Hospitalar (AIH), garantindo ao acompanhante o recebimento de acomodação e refeições.

Com a regulamentação, a parturiente tem o direito de escolher um acompanhante, que pode ser o esposo, a mãe, a irmã ou uma amiga para estar presente durante o parto e depois no processo de pós-parto. Para a diretora do Departamento de Atenção Programáticas e Estratégicas do Ministério da Saúde, Cristina Boaretto, a assinatura da regulamentação representa uma conquista para as gestantes que dependem do SUS.

"A regulamentação é um direito de todas as mulheres da sociedade e o Ministério da Saúde trabalhou para que essa conquista acontecesse, porque ele entende a importância da humanização do parto. A lei parece pequena, mas é grandiosa: além de ser uma vitória da sociedade, irá proporcionar melhores condições na assistência obstétrica", afirma Cristina.



Ações humanizadas - O Ministério da Saúde desenvolve outras ações voltadas à redução de cesarianas desnecessárias e ao incentivo dos partos normais humanizados. Em 2000, foi instituído o Programa de Humanização no Pré-natal e Nascimento (PHPN) com o objetivo de assegurar o acesso e a qualidade do acompanhamento pré-natal, da assistência ao parto, pós-parto e neonatal. O programa repassa incentivos financeiros a municípios e maternidades que ofereçam, em sua rede de serviços, atenção ao pré-natal, ao parto e a possíveis complicações obstétricas. O incentivo financeiro tem aumentado a cada ano. Em 2004, foram repassados R$ 24,8 milhões, o que representou um reajuste de 42% em relação ao ano de 2003. Ao todo, 4.951 cidades já aderiram ao programa, o que corresponde a 89% do total de municípios do país.

Ainda dentro das ações de humanização do parto, o ministério desenvolve, desde o ano 2000, o Programa Trabalhando com Parteiras Tradicionais. A iniciativa visa à melhoria do parto domiciliar e busca sensibilizar os gestores do SUS e profissionais de saúde para que reconheçam as parteiras como parceiras e desenvolvam ações para apoiar e qualificar o trabalho. Até outubro deste ano, 904 parteiras tradicionais e 549 profissionais de saúde foram capacitados pelo programa.

Envie seu Comentário
Os comentários feitos no Cassilândia News são moderados. Antes de escrever, observe as regras e seja criterioso ao expressar sua opinião. Não serão publicados comentários nas seguintes situações:

1. Sem o remetente identificado com nome, sobrenome e e-mail válido. Codinomes não serão aceitos.
2. Que não tenham relação clara com o conteúdo noticiado.
3. Que tenham teor calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade.
4. Que tenham conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas.
5. Que contenham linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica.
6. Que transpareçam cunho comercial ou ainda que sejam pertencentes a correntes de qualquer espécie.
7. Que tenham característica de prática de spam.

O Cassilândia News não se responsabiliza pelos comentários dos internautas e se reserva o direito de, a qualquer tempo, e a seu exclusivo critério, retirar qualquer comentário que possa ser considerado contrário às regras definidas acima.
Restamcaracteres.
 
imagem transparente
Últimas notícias
Scroller Top
Sábado, 23 de Setembro de 2017
Sexta, 22 de Setembro de 2017
Scroller Bottom

  • Idalus Internet Solutions
  • TOP DataCenter e Internet
  • Disponível na AppStore
  • Disponível no Google Play
Rua Sebastião Leal, 845, CEP: 79.540-000, Cassilândia (MS)