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20/01/2015 07:06

Gastando pouco e fazendo amizades, amigos viajam pelo litoral brasileiro

Elverson Cardoso, Campo Grande News
Perrengues fazem parte da viagem, mas experiência vale a pena. (Foto: Arquivo Pessoal)Perrengues fazem parte da viagem, mas experiência vale a pena. (Foto: Arquivo Pessoal)

Muitas coisas podem motivar uma viagem inesquecível. Na lista de exemplos mais comuns está a paixão repentina, que costuma dar coragem a quem não tem, a lua-de-mel, ou, para os mais realistas, só aqueles 30 dias de férias mesmo que, aliás, passam voando. No caso do publicitário Jefferson Feitosa da Silva, 26, de Campo Grande, nada disso foi motivo.

O que o levou a viajar foi a simples vontade de respirar novos ares e a urgente necessidade de sair da rotina. Com muito pouco, gastando apenas R$ 15,00 por dia, ele conseguiu colocar o plano em prática e está curtindo a aventura até agora.

Em dezembro do ano passado, Jefferson deixou a empresa onde onde trabalhava há 10 meses, e partiu para um “rolê” pelo litoral brasileiro. Antes, porém, convidou dois amigos de infância, o acadêmico de nutrição Pedro Gabriel Mattioli de Melo Fonseca, 26, e o empresário Uári de Arruda, 25.

“Eu falei com o Uári sobre o desejo de fazer uma viagem e ele gostou da ideia. Chamamos mais um amigo, o Pedro, e decidimos de um dia para a noite fazer a viagem. O Uári estava casado em Natal; terminou o casamento e vendeu uma fábrica de picolés natural que ele tinha. Eu pedi demissão da agência que trabalhava e o Gabriel, como é estudante, está de férias. Encontramos o Uári em Natal, e começamos a descer o litoral de carro”, conta.

Foi assim que, despretensiosamente, da noite para o dia, com ele mesmo relata, nasceu o projeto “Fazendo amigos pelo mundo”, que ganhou uma página no Facebook.

É pela rede social que os três relatam as experiências da viagem e, assim, inspiram outras pessoas. O trio já passou por Natal, onde visitou a Praia de Pipa, no município de Tibau do Sul, por Baía Formosa, no Rio Grande do Sul, e está, agora, em João Pessoa.

A ideia é percorrer, ainda, Maceió, Aracaju, Salvador, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre e, por último, países da América do Sul: Uruguai, Argentina, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela e Costa Rica. “Estamos com um carro que tem carroceria. Compramos tudo para a viagem. É praticamente uma casa ambulante, com fogão, botijão, barracas, colchões”, conta. O veículo, acrescenta, Uári já tinha.

Cada um saiu com cerca de R$ 2 mil no bolso, mas a maior parte do dinheiro se foi. Para se manter na estrada, os três aprenderam a fazer artesanato. Por onde passam, vendem pulseiras e colares. Juntos, eles se esforçam para gastar, por dia, uma média de R$ 45,00.

A viagem só está dando certo porque tudo está sendo feito na base da amizade, daí o nome do projeto. “Contamos com a ajuda e a bondade das pessoas. Já ganhamos vários passeios turísticos, almoço, jantar”, diz. “Estamos buscando amigos e conhecidos por onde vamos passar. Nossos amigos e familiares ajudam com isso. Alguém que conhece alguém em alguma cidade e faz o contato para nos ajudar com casa ou falar algum lugar para acamparmos. Geralmente acampamos na praia” completa.

A viagem, explica, é muito baixo custo. “Só gastamos com gasolina e comida. […] Não saímos para festas. Quando não dá tempo de cozinhar comemos em lugares mais baratos. Sempre vamos em vários lugares para comprar mantimentos. Se der problema no carro, contamos nossa história para ver se rola desconto”. O povo se solidariza.

O carro de viagem, praticamente uma casa. Tem fogão, botijão, barracas, colchões... (Foto: Arquivo Pessoal)
O carro de viagem, "praticamente uma casa". Tem fogão, botijão, barracas, colchões... (Foto: Arquivo Pessoal)
“Chegamos na Praia de Pipa e não tínhamos onde ficar. Fomos em um camping e custava R$ 30,00 por pessoa. Como somos em três iria ficar inviável, muito caro. Aí começamos a rodar a cidade. Achamos um estacionamento. Conversamos com o gerente e ele deixou a gente acampar, utilizar o banheiro particular dos funcionários. Nós deu um passeio pela cidade, dois quilos de camarão e chamou para um churrasco. Ficamos acampados no estacionamento por R$ 10,00, nós três”.

O publicitário não encontra outra palavra melhor para definir a viagem senão “incrível” e, em nome dos amigos, fala da experiência, na visão dele, enriquecedora. “Não esperávamos conhecer tantas pessoas boas, lugares, culturas. […] Passamos por lugares incríveis, paraíso que só podíamos imaginar nos nossos sonhos, lual na beira da praia somente à luz da lua cheia, longe da cidade, com fogueira e musica, céu estrelado... Acampamos na beira de uma praia paradisíaca, em uma vila de pescadores intocável, na divisa com do Rio Grande do Norte com a Paraíba”.

Mas nem tudo são flores. Tem os perrengues, como tomar banho e levar louça em rio e fazer do mato banheiro. Mas tudo é tão libertador que acaba valendo a pena. O projeto “Fazendo amigos pelo mundo” chega ao fim daqui uns 4 meses.

Como tudo está sendo registrado, o trio pensa em lançar um documentário para provar a outras pessoas que, para viajar, não é preciso ter “rios de dinheiro”. “Basta ter coragem, humildade, muito amor e alegria. O mundo está cheio de pessoas do bem, dispostas a ajudar o próximo. Conhecemos muitas pessoas boas, fizemos muitos amigos, ajudamos e estamos sendo ajudados”, ensina.

Para acompanhar a viagem pelo Facebook, clique aqui.

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