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26/12/2003 08:09

Furlan aposta em crescimento de 4% em 2004

Edla Lula/ABr

Faz sentido quando o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, qualifica o seu colega do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, como “o mais otimista de todo o ministério”. Enquanto a projeção do governo e do mercado para o crescimento no próximo ano é de 3,5%, Furlan apostou, em entrevista à Agência Brasil, nos 4%, com aumento das exportações. A meta é de US$ 80 bilhões em vendas ao exterior no fim de 2004, contra os US$ 73 bilhões esperados para até o fim deste ano.

Ao fazer o balanço do desempenho de sua pasta em 2003, Furlan lembrou que a meta para este ano também parecia inatingível no início do governo e o resultado, ao final do ano, é de
crescimento de 20% nas exportações, com superávit comercial atingindo US$ 24 bilhões, um recorde histórico. “Discordo da teoria de que as exportações estão sendo um derivativo da falta de demanda interna. No ano que vem, vamos crescer 4% e as exportações vão crescer 10% e vocês vão ver que nós vamos ter muitos motivos para comemorar”, comentou o ministro em resposta à ponderação de que o crescimento econômico quase nulo e o baixo consumo local teriam facilitado as exportações.

Para dar conta de manter ativa tanto a demanda interna quanto a externa, o ministro disse que já tem estratégias bem definidas. “De um lado, vamos continuar com o desafio de diversificar a balança, inclusive com novos mercados”, disse, ressaltando que em 2003 o país dobrou as exportações para 20 países. A jornada começa em janeiro, com visitas à Rússia, Suíça e Índia. “Nós já mapeamos, mas quem faz negócio não é o governo. Nós ajudamos, abrimos portas, mas quem sai do sofá e vai vender são as empresas que, aliás, hoje estão com motivação extraordinária de conquistar o mundo”, comentou.

Em 2003, o governo abriu portas em 410 eventos internacionais, sendo 328 feiras, 31 projetos de compras, 12 projetos de vendas, 8 missões comerciais e 31 missões empresariais setoriais, envolvendo mais de 8.000 empresas. Mas o ministro “mascate” - na definição do presidente Lula - sabe que para vencer barreiras no mercado internacional não basta a motivação, é preciso ação concreta e um jogo político capaz de tornar o Brasil mais competitivo. A parte do governo, disse ele, está sendo feita.

Entre as medidas citadas, está a desburocratização das normas operacionais, com 29 portarias revogadas e outras 54 simplificadas. Um único documento consolida as normas de exportação, com atualizações automáticas, disponíveis na Internet. O governo também tratou de criar uma nova estratégia para o Sistema Brasileiro de Defesa Comercial, com redução dos prazos de investigação e facilitação na investigação dos processos antidumping.

Furlan também citou a desoneração das exportações, que virá no bojo da reforma Tributária, e medidas para estimular pequenas e médias empresas a venderem seus produtos, como o
Propex - Programa de Incentivo à Produção Exportável de Pequenas e Médias Empresas, que vai viabilizar linhas de financiamento para o setor.

Nos entraves políticos, Furlan faz a triangulação com os ministros Celso Amorim, das Relações Exteriores e Roberto Rodrigues, da Agricultura, na batalha contra as barreiras protecionistas dos Estados Unidos e União Européia. "Estamos fazendo uma articulação bastante engenhosa para podermos ter voz ativa na Organização Mundial do Comércio (OMC), congregando, no G-20, países que tem interesses comuns conosco", comentou, ao citar a vinda ao Brasil do
representante de comércio da União Européia, Pascal Lamy, que mostrou interesse em eliminar os subsdios agrícolas. "Esperamos também que o negociador americano tenha um contato com os representantes do G-20, a exemplo do que fez o negociador europeu".

Para que o país chegue aos 4% de crescimento, Furlan está contando com a execução da Política Industrial, Tecnológica e de Desenvolvimento, anunciada em novembro e que está em fase de detalhamento até o dia 31 de março. “Nós não vamos anunciar um pacote porque à medida que as ações forem sendo concretizadas, elas estarão sendo anunciadas”, afirmou o
ministro. “São várias medidas no âmbito horizontal que favorecem toda a produção brasileira, ligadas à desburocratização, desoneração de investimentos em máquinas e equipamentos e melhorias na área de logística”, acrescentou. No plano são contemplados como estratégicos os
setores de bens de capital, fármacos, semicondutores e software. O ministro também conta com a manutenção da atual política monetária de redução das taxas de juros para que o crescimento se realize.

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