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04/11/2009 18:38

Funai nega que corpos tenham sido encontrados em MS

Alex Rodrigues , Agência Brasil

Brasília - A Fundação Nacional do Índio (Funai) diz não ter passado de boato a informação de que um agente de saúde teria avistado dois corpos que poderiam ser os dos professores e primos Olindo e Jenivaldo Vera, índios guarani que desapareceram na tarde do último sábado (31), durante a ação de desocupação de uma fazenda no município de Paranhos (MS), na fronteira com o Paraguai.

Segundo o chefe do posto da Funai no município, Luiz Américo, funcionários do órgão e alguns índios vasculharam durante horas mais de um local indicado sem encontrar nenhum corpo ou indício que ajudasse a descobrir o paradeiro dos dois índios.

“A informação não passou de um boato que apareceu não sei como. Um agente de saúde, índio, me ligou hoje cedo dizendo que um outro índio tinha visto os corpos próximo a um assentamento. Quando chegamos no local [assentamento São Cristóvão], nos disseram que era em outro lugar. Seguimos para o assentamento Vicente de Paula [próximo à fronteira com o Paraguai] e nada. Procuramos, procuramos e não encontramos nada”, explicou Américo à Agência Brasil, por telefone.

Américo diz que a Funai continuará procurando por Olindo e Jenivaldo. Os dois faziam parte do grupo de índios que, na quarta-feira (28) passada, ocupou a Fazenda São Luiz, a cerca de 30 quilômetros do centro de Paranhos. Alguns índios contaram à Funai tê-los visto pela última vez quando deixavam a propriedade, de onde foram expulsos por seguranças armados.

Após o Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul pedir a instauração de um inquérito policial para apurar as denúncias, a Polícia Federal deslocou duas equipes de Naviraí (MS) para o local da ocorrência. Ontem (3), o delegado responsável pelo inquérito ouviu o depoimento de alguns dos índios que haviam invadido a Fazenda São Luiz e, segundo assessores da PF, somente com base no depoimento dos índios, ainda não é possível confirmar o desaparecimento de Olindo e de Jenivaldo.

Luiz Américo, no entanto, diz estar certo de que os dois professores estão desaparecidos. Ele afirma que ambos têm compromissos profissionais e que não foram vistos desde o final de semana. “Vamos continuar as buscas e achá-los vivos ou mortos. Torcemos para que vivos”, declarou Américo.



Edição: João Carlos Rodrigues

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