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25/09/2015 21:08

Fotogaleria: morre Taketoshi Iguchi; a sua história também insere Cassilândia

Redação
Fotogaleria: morre  Taketoshi Iguchi; a sua história também insere Cassilândia

Faleceu hoje, Taketoshi Iguchi, com 87 anos de idade. Foi vereador por três vezes em Valparaiso e também prefeito municipal. Tem uma linda história como rotariano. Ocupou todos os cargos de Rotary, inclusive como governador. Ele foi o responsável pela instalação do Rotary Club de Cassilândia. Teve também, durante muitos anos, uma propriedade rural no município.

Recentemente foi homenageado pelo clube Rotary Club XIX de Abril da cidade de Birigui quando recebeu o titulo de Sócio Honorário. Foi lida uma breve história do homenageado. Leia:

 Em treze de agosto de 1929, nascia na Fazenda Aguapeí, em Valparaíso o homem que anos mais tarde ficaria conhecido por sua história de luta, determinação, amor à família e trabalho em prol da sociedade.

Foi em uma casa de taipa e chão batido, à luz de lamparina e água de poço comunitário que Taketoshi Higuchi viveu seus primeiros anos. Filho de imigrantes japoneses, ele aprendeu desde cedo a ir a luta e por isso é referência para tantas pessoas.

A história da família Higuchi no Brasil tem início em 1913 com a chegada do senhor Jitsuzo na região de Ribeirão Preto.

“Com 15 anos, meu pai veio do Japão pra preencher a necessidade de uma família com três trabalhadores, ao lado de sua irmã e seu cunhado, foram enviados para Sertãozinho para ajudarem em uma lavoura de café, mas tinham o sonho de trabalhar alguns anos, ganhar dinheiro e voltar para o Japão, mas isso não aconteceu, foram enganados”, explicou Taketoshi. Após seis anos trabalhando sob a promessa de melhores condições, a família Higuchi se mudou para Promissão, para trabalhar na mesma atividade.

No ano de 1925, o senhor Jitsuzo veio com o cunhado Suetsugo para Diabase, hoje cidade de Bento de Abreu, permaneceu lá por apenas uma safra de café. Posteriormente, seguiu para a fazenda Aguapeí, seção Santa Rosa para entregar pés de café formados, nesta época estava sendo derrubada a mata, e assim, em meados de 1927 surgiu o patrimônio de Valparaíso. Foi na lavoura de café que seus pais se conheceram, como conta Taketoshi com saudade, “Em 1928 chega do Japão a senhorita Natsumi Tanabe com seu irmão Toyota. Aos 25 dias de Agosto do ano de 1928, Jitsuzo e Natsumi casam-se.

Esta é a história dos meus ascendentes”, relembrou.

Anos depois a família se muda para a Fazenda Jacarecatinga onde foram oferecidas terras para plantio de cereais. “Moramos lá até 1938 depois retornamos para a fazenda Aguapeí, onde vivemos até 1945, após esse período nos mudamos para a cidade a fim de facilitar os estudos dos meus irmãos”, disse.

Em 1948 Taketoshi vai em busca de um sonho na capital, “Me mudei para São Paulo para fazer o científico no Liceu Pasteur, mas tive que voltar para casa, pois papai ficou doente e para não interromper o trabalho de mais 200 famílias, fui trabalhar com o cultivo de algodão. Sempre à frente do seu tempo, o jovem Taketoshi buscou se espelhar em dois grandes homens, no qual sempre teve grande admiração, contando com a experiente companhia dos senhores Agostinho Barbosa e Hiroshi Haramoto, Higuchi, ele agora se tornaria um homem do campo. Aquele que desejava ser médico retornaria as raízes para ser agricultor.

“O nosso escritório era em Aguapeí porque lá estavam os maiores arrendamentos. A saúde do meu pai piorou, após ter tido angina, sofreu um derrame que o paralisou, e em 5 de outubro de 1953 nos deixou, faleceu com a cidadania brasileira outorgada pelo presidente Getúlio Vargas. Meu pai foi um grande líder, sempre cultivava amor pelo próximo, valorizando-os antes dos bens materiais. Foi muito cedo servir aos outros, foi meu maior exemplo de vida”, recorda-se Taketoshi.

Em 29 de setembro de 1954, Taketoshi se casa com Sumika. Ao lado se sua companheira por mais de 59 anos, criou os filhos Mauro Fernando, Flávio Gilberto, Fábio Eduardo e Frederico Márcio. Chefe de família dedicado, Taketoshi é o esteio, e um grande orgulho para os netos Beatriz, Ana Maria, Mário Henrique e Ana Flávia.

Ao longo de sua trajetória, Taketoshi se dedicou a Agropecuária, sendo sócio da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, Sociedade Rural Brasileira, Associação Brasileira dos Criadores, Sindicato Rural de Valparaíso no qual é fundador. Outras grandes paixões da vida desse grande homem é Associação Nipo-Brasileira e o Rotary Club de Valparaíso. A política também sempre esteve presente na vida de Taketoshi, sendo eleito vereador municipal de Valparaíso por três Legislaturas e prefeito municipal da cidade de 1973 a 1976.

A ligação de Taketoshi com o Rotary já dura 61 anos, e teve início em 1952, quando no dia 3 de outubro ele ingressou no Rotary Clube de Valparaíso. Ocupou quase todos os cargos no Clube, de secretário à presidente. Ao longo dos anos participou de mais de 3.500 reuniões rotárias, além de ser sócio honorário dos Rotarys Clubes de Mirandópolis e Marília-Leste. Em missão pelo Rotary, Taketoshi se tornou um cidadão do Mundo, sendo governador do distrito 4470 esteve presente em reuniões por diversos países, entre eles: Paraguai, Argentina, Uruguai, Peru, Equador, Bolívia, Estados Unidos, Canadá, Portugal, Espanha, França e Itália além 20 Estados brasileiros. Atualmente é conselheiro pessoal do presidente do Rotary Clube de Valparaíso.

A paixão e dedicação de Taketoshi pelo Rotary é uma das heranças que ele deixa para família. Junto com Sumika, ele recebeu o título “Companheiro Paul Harris”, Cidadão exemplar, Taketoshi recebeu diversas honrarias pelo Rotary, sendo elas: “Menção da Fundação Rotária por Serviços Meritórios”; “Certificado de Reconhecimento do Rotary International por 50 anos de Rotary; Prêmio Distrital por Serviços Prestados ao Rotary; Prêmio do Rotary International “Dar de Si Antes de Pensar em Si”. Taketoshi é reconhecido como “Major Donor” pelo Rotary Internacional.

Ao longo dos seus 84 anos, Taketoshi recebeu diversas homenagens, fruto de sua constante atuação perante a sociedade, das mais importantes honrarias fazem parte: Medalha de Mérito Municipalista da Associação Paulista dos Municípios, Comenda “Gran Cruz – Sete de Setembro” da Sociedade Nacional do Mérito Cívico, Título de cidadão honorário de Valparaíso, Homenagem da Câmara Municipal de Valparaíso denominando a Sala das Sessões, Plenárias com o nome “Plenário Taketoshi Higuchi”, Diploma de Honra ao Mérito “Kasato Maru” – e Troféu “Ordem do Mérito”Conferidos pela Associação para Comemoração do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil e Homenagem da Prefeitura Municipal de Valparaíso outorgando o centro de lazer com a denominação de “Centro de Lazer do Trabalhador – Taketoshi Higuchi”.

Após uma vida dedicada a fazer o bem, seu nome se tornou sinônimo de humildade, respeito e prestígio, é dessa forma que o homem simples que ajudou a consolidar a cidade de Valparaíso estreitou os laços que cercam o Noroeste Paulista e ganhou reconhecimento de toda Região que aprendeu admirar e a respeitar Taketoshi Higuchi.

Lendo a notícia vieram as imagens deste admirável japonezinho em nosso convívio. Simples e objetivo, sempre pronto para os desafios da vida. Aliás, ele honrou essa notável raça que cultiva o amor pelas crianças e idosos. O Taketoshi vai fazer falta. Ficam seus exemplos. Que Deus o acolha!

"Um homem não morre enquanto alguém se lembrar dele"
 
manoel afonso em 25/09/2015 21:42:59
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