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24/05/2016 17:01

Fotogaleria - Morre Arnaldo Malheiros Filho

Revista Consultor Jurídico
Fotogaleria - Morre Arnaldo Malheiros Filho

O criminalista Arnaldo Malheiros Filho morreu nesta terça-feira (24/5), em São Paulo. O advogado, um dos mais admirados na área, estava internado no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, por conta de um transplante. Malheiros tinha 65 anos e era conhecido pela convicção que tinha de que estava na profissão certa: “Gosto da liberdade, tanto a que a profissão liberal me dá, como a liberdade das pessoas que eu defendo. Eu não seria um bom acusador e também creio que não sirvo para julgar”, disse, em entrevista à ConJur, em 2006.

O criminalista deixa mulher, Maria Alice, um casal de filhos e um neto. A família ainda não decidiu sobre velório e enterro.

Na mesma conversa, afirmou que a defesa de figuras de destaque na imprensa e já previamente condenados pela imprensa — como Delúbio Soares, Henrique Meirelles, Silvio Pereira e Edemar Cid Ferreira —, na maior parte das vezes, faz melhorar a defesa. “Dá mais gás ao advogado. É o desafio.” [Clique aqui para ler a entrevista].

Conhecido pela vasta cultura, Malheiros tinha grande afeição aos livros. Ao falar sobre as obras literárias mais importantes de sua vida, a pedido da ConJur, contou: "Tenho uma forte ligação com o livro, até porque fui conferente de revisão, revisor, copidesque e produtor da Editora Revista dos Tribunais; amo o livro. Mas, o importante não é o livro, são as leituras". [Clique aqui para ler o artigo]
Dono de memória prodigiosa, grande contador de casos, Malheiros foi um dos conselheiros que participaram dos planos da criação do site Consultor Jurídico e da coleção Anuário da Justiça. Leitor atento, exigente e crítico, o advogado sempre colaborou não apenas com ideias e pautas como apontando erros de gramática, lógica ou de informação.

Do círculo íntimo de outro dos grandes criminalistas brasileiros, Márcio Thomaz Bastos, Malheiros gostava de contar histórias sobre a carreira dos dois nos tribunais. Em entrevista, resumiu: "O Márcio nunca foi um estudioso de Direito Penal. Mas ele era esse cara que tinha um feeling tremendo, tinha um raciocínio estratégico absolutamente invejável e tinha paixão, tinha tesão". [Clique aqui e aqui para ler a entrevista]
Bom de briga
Para a advocacia criminal, que se vê em um momento delicado e tem sofrido ataques por causa dos clientes que defende, a perda de Malheiros é muito sentida.

Veja o que dizem colegas e entidades:

Cesar Asfor Rocha, ex-presidente do STJ
"Um dia, Márcio Thomaz Bastos me disse que perguntou a Malheiros se podia trabalhar o nome dele para uma das vagas de ministro do STF, ao que Malheiros teria respondido: 'Minha vocação é a advocacia'."

Sônia Ráo, criminalista
"Nesse momento tão difícil para a advocacia criminal perdemos um grande guerreiro na luta pelo direito de defesa. Grande amigo, advogado brilhante e apaixonado, sentiremos muito a sua falta."

Alberto Zacharias Toron, criminalista
"Arnaldo Malheiros vai deixar saudades não apenas entre os advogados criminais, mas sobretudo na família forense como um todo. Era um homem de rara inteligência, humor finíssimo e uma conversa dessas que a gente nunca esquece. Ele sempre tinha casos para contar, histórias antigas e novas, das quais seus clientes e a advocacia vão ficar privados. Sentirei muitas saudades do Arnaldo. Tinha uma admiração enorme por ele e fiquei muito triste por não ter lhe dado um abraço de despedida."
Luis Guilherme Vieira, criminalista
"Em uma quadra em que, no Brasil, se tenta criminalizar o advogado criminal e o direito de defesa, perde-se um de seus melhores advogados. De onde estiver, Arnaldo já está no front, ao lado de tantos outros que nos deixaram, a lutar o bom combate em prol de cidadão arrastado às desgraças de um processo criminal; que ele fique em paz e nos ilumine!"

Celso Vilardi, criminalista e professor da FGV
“Arnaldo foi um dos melhores criminalistas do país. Inteligência raríssima, possuía uma memória incrível. Um dos meus professores na advocacia. A defesa das garantias sofre um novo abalo.”

Augusto de Arruda Botelho, presidente do Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD)
"É com imenso pesar que comunicamos o falecimento do nosso ilustre presidente do Conselho Deliberativo e sócio fundador do Instituto de Defesa do Direito de Defesa, Arnaldo Malheiros Filho. Ícone da advocacia criminal, esteve sempre à frente da luta em defesa dos direitos fundamentais e do fortalecimento do Estado Democrático de Direito.
Arnaldo Malheiros Filho deixa um legado inestimável para os jovens advogados a quem sempre inspirou com seu brilhantismo e sua combativa atuação."

Leonardo Sica, presidente da Associação dos Advogados de São Paulo (Aasp)
"Arnaldo está entre os advogados mais inteligentes, sagazes e combativos. Defensor intransigente das liberdades e garantias individuais, fez valer o sentido da nossa profissão. Fará falta num momento em que temos tantas liberdades ameaçadas"

Movimento de Defesa da Advocacia (MDA)
"Vai-se um grande advogado, que sempre lutou pelas prerrogativas da profissão, e um ser humano com qualidade ímpares. Uma perda realmente lastimável."

Rogério Taffarello, criminalista
“Arnaldo foi um advogado de extrema erudição e refinamento, que inspirou gerações de advogados criminalistas que, como eu, admirávamos a sua brilhante trajetória profissional desde que ainda estávamos nos bancos da faculdade de Direito. Ele foi o grande pioneiro da advocacia penal econômica em nosso país, um exemplo de advogado.”

Tales Castelo Branco, advogado
"Os grandes advogados, como os guerreiros do passado, não morrem, desaparecem. A lembrança deixada pelo Arnaldo é tão forte que, por mais que passe o tempo, a sua memória será sempre lembrada e cultuada. Ele integra a história viva da advocacia criminal. Jamais serão esquecidos os valores culturais e éticos que ele cultivou com invejável cultura e retidão de caráter."

Francisco de Paula Bernardes Jr., advogado
“Um dia muito triste para nós, pois perdemos um dos maiores advogados criminalistas do País e um querido amigo. O Arnaldo foi um gigante, tanto no seu conhecimento jurídico e de cultura geral, quanto em sua escrita. Seus arrazoados imortalizam-se como verdadeiras lições de direito e de humanismo. Foi, sem dúvida alguma, um grande intelectual da advocacia.”

Ulisses Sousa, advogado
“Uma grande perda para a advocacia brasileira . Perdemos um dos grandes mestres da advocacia criminal.”

Mauricio Silva Leite, criminalista
"Hoje perdemos uma grande referência na advocacia criminal, cuja biografia profissional ficará gravada em nossas memórias."

Renato Luiz de Macedo Mange, advogado
“Muito triste a notícia sobre meu amigo desde a Faculdade. Não consigo escrever, mas defino em poucos palavras Arnaldo Malheiros Filho: criminalista estudioso e preparado, culto e humanista, exemplo de advogado, amigo de todos os colegas.”

Guilherme San Juan, criminalista
“Recebo com enorme tristeza a notícia sobre o falecimento de Arnaldo Malheiros, certamente um dos maiores advogados criminalistas que conheci.”

Eduardo Sanz, criminalista
"Perdemos todos nós, advogados que acreditamos na liberdade e no direito de defesa. Destemido, inteligente, e respeitado. Esse foi o grande homem que nos deixou. Força a família e a advocacia criminal por essa inestimável perda!"

Daniel Bialski, criminalista
“Um dos ícones da advocacia e que bravamente abrilhantou a nossa classe.”

Marcelo Feller, criminalista
"A advocacia criminal perde um grande nome, o país perde um grande nome. Dia de luto para a Justiça criminal como um todo."
Sylvia Urquiza, criminalista
“É uma enorme perda para o Direito brasileiro. Arnaldo se destacou em inúmeras lutas pelas garantias individuais e pela aplicação correta da Constituição e das normas processuais penais. Ficam a memória e as conquistas de um grande criminalista.”

Cristiano Zanin Martins, advogado
“Foi com profundo pesar que recebi a notícia do falecimento do Dr. Arnaldo Malheiros Filho, um dos grandes nomes da advocacia, culto, brasileiro exemplar. Minha solidariedade à família.”

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