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23/06/2007 16:05

Fetems volta a discutir reajuste sem muita expectativa

Sandra Luz/Campo Grande News

“Complicada”. Foi o adjetivo escolhido pelo presidente da Fetems (Federação dos Trabalhadores na Educação de Mato Grosso do Sul) Jaime Teixeira para classificar a negociação sobre reposição salarial da categoria com o governador André Puccinelli (PMDB), que terá nova rodada na segunda-feira, dia 25. Os representantes pedem aumento de 3,41% como reposição inflacionária medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) no período de 2006. O governador alega falta de condições financeiras e tem reiterado que o reajuste será de 0%; a categoria nega greve de imediato.

Conforme Teixeira é praticamente inviável entrar em greve pela reposição das perdas inflacionárias, porém, uma paralisação não está descartada para o segundo semestre caso a posição do governo continue endurecida. O presidente da Fetems esclarece que os servidores só cruzam os braços se o governo fechar o diálogo, situação que não aconteceu. Por este motivo, a categoria espera avançar em outros pontos, como a instituição de uma política salarial permanente com a incorporação da regência de classe; equiparação dos vencimentos do grupo técnico-administrativo; instituição da tabela para esse grupo e convocação dos aprovados no concurso de 2006.

Teixeira revela que nesses quatro pontos a expectativa é positiva. Ele afirma que hoje faltam cerca de 500 merendeiras e agentes de limpeza, profissionais que não podem ser contratados, como ocorre com os professores. A situação dos docentes é considerada mais tranqüila com 13 mil efetivos e 4 mil contratos aproximadamente. A carência de técnicos para atender as 368 escolas impõe restrições a quem está na ativa. “Os profissionais terminam afastados por problemas de saúde devido à dupla jornada”.

Na avaliação do sindicalista, a possibilidade de sucesso na negociação como um todo adia, mas não descarta uma eventual greve. Teixeira explica que a categoria não aceita o argumento do governo do Estado da falta de recursos porque conhece a receita composta da Educação. A reunião entre professores e o governador está marcada para esta segunda-feira, dia 25, às 14 horas.

Fetems volta a discutir reajuste sem muita expectativa
Sábado, 23 de Junho de 2007 12:14
Sandra Luz




“Complicada”. Foi o adjetivo escolhido pelo presidente da Fetems (Federação dos Trabalhadores na Educação de Mato Grosso do Sul) Jaime Teixeira para classificar a negociação sobre reposição salarial da categoria com o governador André Puccinelli (PMDB), que terá nova rodada na segunda-feira, dia 25. Os representantes pedem aumento de 3,41% como reposição inflacionária medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) no período de 2006. O governador alega falta de condições financeiras e tem reiterado que o reajuste será de 0%; a categoria nega greve de imediato.

Conforme Teixeira é praticamente inviável entrar em greve pela reposição das perdas inflacionárias, porém, uma paralisação não está descartada para o segundo semestre caso a posição do governo continue endurecida. O presidente da Fetems esclarece que os servidores só cruzam os braços se o governo fechar o diálogo, situação que não aconteceu. Por este motivo, a categoria espera avançar em outros pontos, como a instituição de uma política salarial permanente com a incorporação da regência de classe; equiparação dos vencimentos do grupo técnico-administrativo; instituição da tabela para esse grupo e convocação dos aprovados no concurso de 2006.

Teixeira revela que nesses quatro pontos a expectativa é positiva. Ele afirma que hoje faltam cerca de 500 merendeiras e agentes de limpeza, profissionais que não podem ser contratados, como ocorre com os professores. A situação dos docentes é considerada mais tranqüila com 13 mil efetivos e 4 mil contratos aproximadamente. A carência de técnicos para atender as 368 escolas impõe restrições a quem está na ativa. “Os profissionais terminam afastados por problemas de saúde devido à dupla jornada”.

Na avaliação do sindicalista, a possibilidade de sucesso na negociação como um todo adia, mas não descarta uma eventual greve. Teixeira explica que a categoria não aceita o argumento do governo do Estado da falta de recursos porque conhece a receita composta da Educação. A reunião entre professores e o governador está marcada para esta segunda-feira, dia 25, às 14 horas.

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