Cassilândia, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

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02/11/2004 08:35

Felício diz que deixa casa em dia para o sucessor

Dourados News

Com uma visão "pluralista", como mesmo se definiu, o secretário de Estado da Produção e do Turismo (Seprotur), José Antônio Felício, que comandou a Secretaria por dois anos, bem como a vinculada Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), deixa o governo - e deve ser substituído por Dagoberto Nogueira, do PDT - após uma gestão de amplos projetos desenvolvidos em prol do elo ruralista do Estado.

Agricultura versus pecuária, o agronegócio brasileiro é um setor que não para de crescer - não é à toa que fomos intitulados pela revista Veja, edição de 29 de setembro desse ano, como o maior celeiro do mundo - isso sem contar que em Mato Grosso do Sul a agricultura está em expansão e além de tudo "ainda" temos o maior rebanho bovino do país. Isso graças a uma política social que visa o desenvolvimento, nesse caso, o do homem do
campo.

Com a perspectiva de incorporar mais 300 mil hectares à agricultura para a safra de verão 2004/2005, com grande parte destinada ao cultivo da soja, a meta do Governo do Estado é ampliar a área agrícola para 3 milhões de hectares até 2006. O segredo para tanto crescimento está nas estratégias e programas desenvolvidos pela própria Seprotur e seus diversos parceiros.

Através do Programa de Expansão de Áreas Agrícolas de MS (Expansul), por exemplo, que prevê incentivos fiscais aos produtores que recuperar o solo degradado pela pecuária e utilizá-lo para a agricultura, a área plantada subiu de 1,7 milhões de hectares para mais de 2,5 milhões em duas safras.

"A valorização dos técnicos desta casa, nos delegando responsabilidade, mas também cobrando resultados, possibilitou um grande avanço em nossos projetos. Sem dúvida nenhuma esse foi o nosso principal instrumento de trabalho afinal, hoje temos potencialidade para desfrutarmos de uma maior credibilidade junto aos nossos parceiros", aponta o superintendente de Agricultura e Pecuária da Seprotur, Benedito Mário Lázaro ao se referir a José Antônio Felício.

Mas a parceria entre o governo e os produtores não parou por aí. O Programa de Recuperação, Renovação e Manejo de Pastagens Cultivadas de MS (Repasto), implantado há mais de dois anos, já recuperou 1 milhão de hectares de área degradada através de ações - cursos, dia de campo, entre outras - de conscientização para o próprio produtor.

Hoje, a pastagem degradada acomete cerca de oito milhões de hectares em todo Estado e quase
50% dos 100 milhões de hectares de pastagens cultivadas em nível de Brasil.

As 11 Câmaras Setoriais também vêm oferecendo um suporte enorme para toda a cadeia produtiva - Mandioca, Fruticultura, Floresta, Canavieira, Logística e Armazenagem, Leite, Piscicultura, Ovinocaprinocultura, Bovino e Bubalinocultura, Avicultura e Suinocultura - com o objetivo de solucionar seus principais gargalos e melhor aproveitar suas potencialidades.

Recentemente mais três projetos foram implantados: no início do ano o Zoneamento Agroecológico, um moderno programa que oferece informações precisas sobre as condições de solo, clima e vegetação. Segundo Dito Mário "o conhecimento destas variações possibilitará orientar a ocupação, o uso e o manejo ambiental de forma integrada, considerando o conjunto dos recursos naturais renováveis que coexistem nas diferentes paisagens".

Mais recentemente foi implantado, nas instalações do Iagro, o Centro Estadual de Monitoramento do Tempo, Clima e Recursos Hídricos (Cemtec/MS). "Eu espero que a partir de agora nós possamos detectar bons ventos e sempre a favor de Mato Grosso do Sul", disse o responsável pelo Cemtec/MS, Hamilton Pavão, durante seu discurso de inauguração do Centro.

Destacando-se pela sua capacidade de elaborar a previsão do tempo e clima com até cinco dias de antecedência e com uma precisão de até 97% de acerto, a nova estrutura vai beneficiar todos os segmentos socioeconômicos, principalmente o setor agrícola e a defesa civil.

A última novidade fica por conta do Programa Estadual de Controle da Ferrugem da Soja, que foi lançada na capital no último dia 19 e que será relançada em Dourados dia 8. A união com grandes parceiros fez com que a Seprotur, preocupada com a possibilidade do aparecimento da doença na próxima safra, implantasse no Estado quatro áreas "sentinelas", que servirão de alerta para todos os agricultores. Em cada uma dessas áreas será implantado um laboratório que realizará com freqüência análise de material - folhas de soja - e o diagnóstico da doença. Esses serão instalados nos municípios de Naviraí, Chapadão do Sul, Dourados e Maracajú.

Há ainda outras ações de grande valia que se encontram em andamento. Entre elas o Programa de Fertilidade do Solo, Programa de Avanços da Pecuária (Proape), a Lei de Agrotóxicos e Transgênicos, a Comissão Permanente de Agricultura do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul), e o Programa de Desenvolvimento da Produção Agropecuária (PDAGRO).

Como resultado de todos esses esforços a expectativa da Superintendência de Indústria e Comércio da Seprotur é que, pela primeira vez, desde a criação de Mato Grosso do Sul, a balança comercial do Estado apresente no final desse ano, valores superiores a um bilhão de dólares.



Cristiane Sandin

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