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08/02/2018 13:40

Fantasia de unicórnio é mania de blocos de carnaval desde 2017; saiba o motivo

G1
Fernanda Hartmann (de blusa verde) com grupo de amigos fantasiados com tiara de unicórnio em bloco de São Paulo no Carnaval de 2017 (Foto: Arquivo pessoal/Caroline Petrasso)Fernanda Hartmann (de blusa verde) com grupo de amigos fantasiados com tiara de unicórnio em bloco de São Paulo no Carnaval de 2017 (Foto: Arquivo pessoal/Caroline Petrasso)

O carnaval nem começou oficialmente, mas os blocos pré-feriado já mostraram qual é uma das fantasias mais populares entre os foliões neste ano: o unicórnio. Tiaras, chifres e produções mais elaboradas representando esse ser mitológico são um sucesso nos blocos infantis e de adultos.

E essa onda cor-de-rosa não para por aí. A imagem do unicórnio tem sido uma constante em estampas de roupas, objetos de decoração, temas de festas infantis, coloração de maquiagens e cabelos e até no estilo de vida de um grupo.

Uma análise das pesquisas no Google mostra um crescimento notório das buscas pela palavra “unicórnio” no Brasil nos últimos meses, especialmente a partir de dezembro de 2016.

De onde vem a moda dos unicórnios?

Um dos movimentos que influenciaram mundialmente o surgimento da moda do unicórnio foi o chamado seapunk, que é de 2011. “É um movimento da internet, do Tumblr, em que os adolescentes passaram a fazer montagens com referências como golfinhos, sereias e também o unicórnio”, explica Lydia Caldana, analista de tendências da Box 1824.

Entre 2011 e 2012, cantoras pop como Azealia Banks, Lady Gaga, Miley Cyrus e Kesha incorporaram o unicórnio e outros elementos do seapunk em seus clipes ou shows. Cores do arco-íris em tons clarinhos, glitter e holografia – a chamada “estética unicórnio” – começaram a aparecer mais. Com o tempo, o tema do unicórnio foi se tornando mais massificado fora do Brasil, e no ano passado chegou com tudo por aqui.

Caldana cita uma série de marcas estrangeiras e brasileiras que incorporaram o símbolo aos seus produtos. Há inclusive uma empresa de maquiagem só de produtos com a “estética unicórnio” e outra com “pincéis unicórnios” em tons do arco-íris e formato de chifre. Também surgiu um tipo de manicure que imita chifres de unicórnio nas unhas e a “trança unicórnio”, feita bem no topo da cabeça.

O cabeleireiro Alex Sudati, da Galeria Recorte, conta que também há pessoas colocando um molde de espuma ou de papel para fazer um chifre de cabelo. Segundo ele, cabelos coloridos em tons “lavados”, inpirados em unicórnios, estão “super em alta”. “A procura está aumentando bastante”, diz. Mas nem sempre é possível realizar o desejo do cliente. “Muitas vezes o cabelo da pessoa está danificado e não aguenta tanta descoloração”, alerta.

Crise econômica e fuga da realidade
Um dos motivos para a mania dos unicórnios ter pegado no Brasil, de acordo com os especialistas em tendências, é a crise econômica e a necessidade de fuga dos jovens para um mundo de fantasia. “O unicórnio, o mundo de fantasia, é um refúgio para o jovem que vive um momento complicado”, afirma Lydia Caldana.

Para Bruno Pompeu, coordenador do curso de coolhunting do Istituto Europeo di Design e sócio da Casa Semio, essa é a chave para entender a tendência de cultuar esses seres mitológicos e toda a estética “algodão doce” que os acompanha.

“Na história, sempre que ocorrem contextos muito críticos, as manifestações de fuga são muito fortes também. O que está por trás da ideia do unicórnio? É esse sentido mais infantil, mais lúdico, de pureza, de fuga, de escapar da realidade”, afirma.

Ele lembra que o apego aos símbolos de fuga vem de bastante tempo, mas com outra cara. “Há sete, oito anos, era a saga Crepúsculo, os vampiros, a noite, essa coisa mais sombria. Agora o escapismo tem outra cara, mais leve, mais doce”, diz.

O pesquisador ressalta que, diferentemente de outras tendências, que surgem nos meios de comunicação de massa, o retorno do símbolo do unicórnio é um fenômeno digital, surgido nas redes sociais. “Por isso foi uma surpresa para algumas pessoas sair na rua e ver tantos unicórnios juntos”, diz.

Pompeu acredita que o fenômeno já esteja chegando a um fim. “As tendências surgem lá atrás e se propagam mais lentamente até chegar à passarela, ao editorial de moda, aos formadores de opinião. Quando elas vão parar em fantasias de blocos de carnaval estamos falando de China, de barraca de camelô, de algo totalmente massificado a ponto de virar bugiganga. Pelo que conhecemos de outras tendências, essa não deve durar muito mais tempo.”

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