Cassilândia, Quarta-feira, 21 de Novembro de 2018

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08/11/2018 15:30

Família presa mantinha laboratório e “e-commerce” de droga em MS

Campo Grande News

Uma família de traficantes foi presa por vender e manter em um dos cômodos de casa onde vivia laboratório de droga, no Bairro Terra Morena, em Campo Grande. No local, foram apreendidos 110 quilos de maconha. Pai, mãe e os dois filhos do casal fabricavam skank e haxixe - derivados da maconha. O produto era comercializado por e-commerce, ou seja, vendido pela internet.

Os presos são: Roberto de Souza Valiente, a mulher dele, Solange Neres de Araújo Valiente, os dois de 42 anos, e os filhos, João Roberto Neres Valiente, 20 anos, e Thalita Neres Valiente, 23 anos. Eles foram apresentados à imprensa na manhã desta quinta-feira (8) na Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico). A família irá passará por audiência de custódia na Justiça amanhã (8), para definir se ficará presa esperando o andamento do inquérito e posterior processo ou se poderá responder em liberdade.

Conforme o delegado Pablo Gabriel Farias da Silva, na semana passada, a polícia recebeu denúncia de que uma pessoa foi até uma transportadora da cidade e despachou várias embalagens com droga para o Brasil inteiro.

A equipe policial foi até o local e apreendeu 90 pacotes, porém o dono do entorpecente não foi localizado no local. Na terça-feira (6), após nova denúncia, os policiais voltaram à transportadora e conseguiram prender Solange. Ela não reagiu a prisão e revelou onde ficava o laboratório.

A droga era embalada a vácuo misturada com café para disfarçar o cheiro. Eles, segundo o delegado, emitiam notas ficais falsas de diversos produtos eletrônicos, como por exemplo, carregador de celular, para não levantar suspeitas. O entorpecente era despachado pelos Correios e transportadoras. A família participava de um grupo secreto no Facebook, onde comercializava o produto e encaminhava para o Brasil todo.

O delegado explica que cada um tinha uma função no grupo. João era responsável pelo laboratório. Thalita guardava parte da droga em casa. Já os pais despachavam o produto. Segundo a polícia, a família desempenhava a função há pelo menos 2 anos. Eles vão responder por tráfico de drogas e associação para o tráfico.

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