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23/11/2009 09:37

Família de Rogerinho fala sobre crime à Ana Maria Braga

Ângela Kempfer, Campo Grande News

A família do garoto Rogério Mendonça, morto aos 2 anos depois de uma briga no trânsito em Campo Grande, é convidada hoje do Programa de Ana Maria Braga.

Avó, mãe, irmã e o tio de Rogerinho viajaram ao Rio de Janeiro para falar sobre o crime, ocorrido na quarta-feira passada.

O tio, Aldemir Pedra, que dirigia a camionete L-200, envolvida na briga que acabou com tiros que mataram o menino, também participa do Programa.

No estúdio, a família conta detalhes sobre o assassinato e como estão agora, 5 dias após a morte.

A mãe, Ariana Mendonça, levou fotos de Rogerinho e lembrou de momentos com o filho. “Tirei ele da escola neste ano, por medo da gripe suína, de tanto medo que eu tinha de perder ele. A gente vivia grudado, ele dizia todos os dias que me amava”.

Da apresentadora Ana Maria Braga, os parentes receberam conforto. “Não sei qual o tamanho da dor de vocês, mas admiro a força”, comentou.

A avó Adriana Mendonça contou que a Polícia espera o avô do menino, João Alfredo Pedra, se recuperar do tiro que levou para prestar depoimento e esclarecer o que levou o jornalista Agnaldo Gonçalves a atirar contra a camionete , depois de uma discussão com o tio do garoto.

“A Polícia diz que quer saber se o homicídio foi por motivo fútil. Se matar uma criança desse jeito não é motivo fútil, então o que é?”, questiona Adriana.

O tio, Aldemir, tentou durante toda a entrevista, negar qualquer responsabilidade em relação ao crime. Ele admitiu que “bateu-boca” com Agnaldo, mas lembrou que nada justificaria uma reação a tiros.

“Eu estava ao lado dele, ele poderia ter atirado em mim, mas atirou em direção das crianças”, acusou.

A mãe levou a menina Ana Maria, de 5 anos, ao programa, e contou que a menina não dorme mais, depois de ter visto o irmão baleado. Ela estava no carro com Rogerinho, no momento do crime. “O pai dele também não come”, disse sobre o pai do garoto.

Um especialista também foi chamado para participar do programa e falou sobre a violência que transforma discussões banais em tragédias. “Espero que a pessoa que atirou sinta culpa, porque em alguns casos que pessoas são capazes de cometer crimes monstruosos e não aprender com isso”, disse o psicólogo Antônio Egídio Nardi.

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