Cassilândia, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

Últimas Notícias

13/04/2013 18:01

Famasul culpa Funai por morte de PM e cobra um basta em conflitos

Campo Grande News/ Helton Verão e Mariana Lopes

A diretoria da Famasul (Federação da Agricultura de Mato Grosso do Sul) culpou a Funai (Fundação Nacional do Índio) pelos conflitos entre proprietários rurais e índios, que já resultaram em duas mortes neste ano no Estado.

Ontem, o cabo aposentado da Polícia Militar, Arnaldo Alves Ferreira, de 68 anos, foi assassinado durante confronto com indígenas em Douradina, no início da noite.

A Famasul considera a situação alarmante e que a Funai, que é responsável por organizar os índios, tem apenas os inflamado, além de transparecer a insegurança judicial. Segundo os integrantes existe uma indiferença da Justiça Brasileira em relação a aplicação das leis contra os indígenas.

A direção quer uma posição do ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso em relação as demarcações. “O ministro tem o poder de dar um basta e acalmar isso. Se houvesse empenho do Governo Federal, teríamos mais resultados”, comenta Almir Dalpasquale, diretor-tesoureiro da Famasul.

A Federação fala em erro no passado quando as terras, que antigamente já foram indígenas, foram vendidas aos produtores. A guerra acontece por causa das invasões para forçar as demarcações. A entidade defende uma compensação aos produtores que possuem documentos legais.

Segundo versão da Famasul, o policial militar Arnaldo Alves Ferreira foi cercado por cerca de 30 índios em sua propriedade e teria sido assassinado após ter sido amarrado a uma árvore e atingido por golpes de facão e flechas. Um garoto de 13 anos estava dentro da casa, ele conseguiu fugir e chamar socorro.

Conforme as primeiras investigações, o policial suspeitou do furto de gado em sua propriedade rural. Ele instalou cerca elétrica para evitar os roubos, mas acabou entrando em conflito com os índios.

Balanço - Em Mato Grosso do Sul, 13% do seu território é indígena. Atualmente 56 propriedades estão invadidas por índios, a maioria na região Sul do Estado. Todos os proprietários dessas terras possuem documentos legítimos sobre elas.

A Funai tem 80 ações na Justiça sobre conflitos entre proprietários e indígenas. Esta foi a segunda morte neste ano.

A primeira foi de um adolescente de 15 anos, morto com um tiro na cabeça, no último dia 17 de fevereiro, em uma estrada que separa a aldeia guarani-kaiowá tey´ikue de fazendas na cidade de Caarapó.

Envie seu Comentário
Os comentários feitos no Cassilândia News são moderados. Antes de escrever, observe as regras e seja criterioso ao expressar sua opinião. Não serão publicados comentários nas seguintes situações:

1. Sem o remetente identificado com nome, sobrenome e e-mail válido. Codinomes não serão aceitos.
2. Que não tenham relação clara com o conteúdo noticiado.
3. Que tenham teor calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade.
4. Que tenham conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas.
5. Que contenham linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica.
6. Que transpareçam cunho comercial ou ainda que sejam pertencentes a correntes de qualquer espécie.
7. Que tenham característica de prática de spam.

O Cassilândia News não se responsabiliza pelos comentários dos internautas e se reserva o direito de, a qualquer tempo, e a seu exclusivo critério, retirar qualquer comentário que possa ser considerado contrário às regras definidas acima.
Restamcaracteres.
 
Últimas notícias
Scroller Top
Sábado, 10 de Dezembro de 2016
10:00
Receita do dia
Sexta, 09 de Dezembro de 2016
Scroller Bottom

  • Idalus Internet Solutions
  • TOP DataCenter e Internet
  • Disponível na AppStore
  • Disponível no Google Play
Rua Sebastião Leal, 845, CEP: 79.540-000, Cassilândia (MS)