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11/03/2010 19:21

Falta de merenda impede aulas em tempo integral

Campo Grande News/Danúbia Burema

A falta de merenda escolar para oferecer aos 156 estudantes do 7° ao 9° ano do ensino fundamental impediu o início das aulas em período integral na escola estadual Maestro Frederico Liebermann, no bairro Monte Castelo, em Campo Grande.

Em setembro do ano passado, durante entrega do Prêmio Nacional Referência em Gestão Escolar, o governador André Puccinelli anunciou a ativação do período integral já em 2010, em 10 escolas da rede estadual.

Pais de alunos que criaram a expectativa de que os filhos passassem o dia todo no estabelecimento, no Monte Castelo, reclamam da demora para início das atividades prometidas, como dança, pintura, futsal, voleibol, além do reforço de português e matemática.

Na escola, a informação é de que não há previsão para que o projeto comece efetivamente a ser desenvolvido, apesar de já constar na matrícula dos estudantes, devido a um atraso no repasse de verba do Governo Federal pelo projeto Mais Educação, que deveria ter sido feito no final de fevereiro para início das aulas em 1° de março.

“Sem essa verba nós não podemos começar. Como é que nós vamos dar almoço para toda essa criançada?”, questiona a responsável pelo projeto na escola, coordenadora Madalena Aparecida Gabriel, de 50 anos.

Ela explica que há merenda normal na escola, mas a que é necessária para a aula integral tem os recursos enviados separadamente pelo projeto, pois é específica.

Além disso, o montante repassado pelo Governo Federal, que varia de R$ 30 a R$ 100 mil dependendo do projeto a ser desenvolvido e do número de estudantes, serve também para a compra de material pedagógico e para pagar os estagiários que servirão como monitores das atividades.

A coordenadora do período vespertino da escola, Cílcia Ferreira Coelho, de 63 anos, conta que o fato da escola iniciar neste ano atividades de tempo integral gerou mudança e transtorno para alguns estudantes.

Os que trabalham, por exemplo, e iriam se matricular no 7°, 8° ou 9° ano, tiveram que mudar de escola, porque não poderiam ficar no local o dia todo.

De acordo com as coordenadoras, além da Frederico Liebermann outras escolas da Capital foram escolhidas para iniciar o projeto neste ano, e estão enfrentando o mesmo problema pela falta de merenda.

Na escola estadual do Monte Castelo, não há informações disponíveis sobre o montante esperado para a merenda nem previsão para que ele seja entregue. A coordenação espera uma resposta da Secretaria de Educação do Estado para amanhã (12).

Frustração - Os alunos que deveriam ter aulas integrais têm frequentado a escola apenas no período matutino. O atraso não prejudica o calendário escolar, garante a coordenadora do projeto, porque para o período da tarde estão previstas apenas atividades extracurriculares.

Além dos 156 de tempo integral, a escola tem outros 733 alunos matriculados no ensino regular, divididos em três turnos.

A doméstica Alexsandra Melo Teixeira, de 33 anos, diz que ficou empolgada em matricular a filha para cursar o 5° ano na escola, que fica em frente à sua casa, por conta do período integral, e que foi uma decepção saber que não havia vaga para essa série pelo projeto.

Sua sobrinha que cursa o 7° ano foi matriculada para as atividades, mas a mãe dela também teve uma decepção com o fato do projeto não estar funcionando. “Era para ter começado em março, mas até agora nada”, pontua.

Estrutura - Pai de uma aluna do 7° e de um estudante do 9° ano, o comerciante Jorge Batista, de 53 anos, diz que a promessa de atividades extra não cumprida foi uma "piada de mal gosto". Ele reclama que não há data para início da aula integral e que o início do projeto vem sendo adiado.

Apesar de defender o período integral, ele afirma que a escola não tem estrutura para atender aos estudantes durante o dia todo.

“Não tem nem refeitório, como eles vão dar almoço?”, questiona. Para o pai, faltam profissionais para completar o quadro, como nutricionistas, que façam o acompanhamento dos alunos durante o dia.


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