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05/08/2004 09:49

Falta de lazer dificulta recuperação, avalia Fetems

Campo Grande News

Posições de trabalho com alta demanda, cobrança, pouca autonomia, muita responsabilidade, salário incompatível e falta de lazer colocam em risco o desempenho em sala de aula. Esta é a análise da presidente da Fetems (Federação Estadual dos Trabalhadores em Educação), Mara Carrara, em relação aos professores afastados do trabalho por conta do estresse.
Segundo ela, o acesso à diversão auxiliaria na recuperação dos profissionais. “Não temos condições de ir ao cinema ou de viajar. Somos em maioria do sexo feminino, ou seja, isso implica em jornada tripla quando chegamos em casa”. Em 2003, 4% dos mestres da rede estadual de ensino foram licenciados por estresse em Mato Grosso do Sul.
A professora Maria Janice Garcia, 47 anos, e o professor Luiz Prado, 57, enfrentam o abalo na saúde mental e de longe falam em momentos de lazer nos seus depoimentos.
Maria Garcia admite precisar de ajuda frente a inúmeros conflitos. “Já cheguei a ter uma carga horária de 56 horas semanais, trabalhando os três períodos, para poder sustentar minha família”, explicou. Hoje, ela tenta reduzir a jornada de trabalho e ter um pouco mais de tempo para cuidar da filha portadora de deficiência e buscar o tratamento contra depressão.
“O que é pago hoje não dá para viver”. Maria Garcia disse que teve de ‘se virar’ sozinha para criar os três filhos, hoje adultos. A professora que tenta ter o direito à licença e trabalhar apenas um período, enfrenta a depressão. “Sinto muita dificuldade em controlar a depressão e a baixa-estima”.
Ela é uma das profissionais que tentam o afastamento da sala-de-aula do grupo de 1ª à 4ª série da rede pública de ensino.
Sem perspectiva, um trabalho subalterno, inferiorizado, sem valor. O professor de língua portuguesa Prado define assim o trabalho que exerceu durante 33 anos de sua vida. Ele não sabe precisar, após cinco meses longe da sala de aula, quando estará apto para retornar. “Cheguei a trabalhar das 7h à meia-noite. Muito trabalho e pouca remuneração. Educação hoje é uma piada, tudo é demagogia”, desabafa.
Luiz Prado está há sete meses de licença. Em meio a tristeza, o professor faz uma pausa e lembra-se dos bons tempos. “O começo foi uma fase de coragem, de pique, muito boa. Sinto, com certeza, falta dos alunos”, concluiu.

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