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05/07/2007 14:06

Falta de gado rastreado pode barrar carne de MS

Fernanda Mathias/Campo Grande News

Caso Mato Grosso do Sul consiga em setembro reaver o status de área livre de febre aftosa (com vacinação), junto da OIE (Organização Mundial de Saúde Animal) um outro problema pode barrar a carne bovina do Estado: o baixo índice de rastreabilidade. Manter o gado sob acompanhamento de um sistema desse tipo é exigência do mercado europeu, que compra cortes mais caros e melhor remunera o produto. O ministério nega problemas e argumenta que o programa tem avanços maiores que o antigo sistema, embora no novo Sisbov esteja hoje só o equivalente a 3,7% do rebanho estadual.

Segundo o presidente da Famasul (Federação da Agricultura de Mato Grosso do Sul), Ademar Silva Júnior, o novo Sisbov, que entrou em vigor no começo deste ano, impõe dificuldades no atual sistema de manejo e por isso enfrenta resistência dos produtores. Diante da preocupação, há duas semanas ocorreu uma reunião em Nova Andradina, entre produtores e a Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes).

Ademar afirma que foi feita uma demonstração do sistema de identificação eletrônica, que é mais ágil e facilita o processo mas que, segundo ele, não cabe no bolso do produtor. Os gastos, afirma, são de R$ 10,00 a R$ 12,00 por animal. “Se houver falta de animais os frigoríficos que exportam terão de remunerar melhor e o sistema pode ser viável. É relação de oferta e procura”, afirma. Mas hoje, o custo teria de ser absorvido pelo criador, o que o atual patamar da arroba não possibilita, segundo Ademar.

“Estamos sentindo que a rastreabilidade está parada. O sistema não está ajustado, há muitas falhas”, aponta Ademar. A principal reclamação, afirma, é quanto à leitura dos brincos e dos documentos que seguem com os animais. “Tem que passar animal por animal, anotar no documento de identificação e isso gera um transtorno enorme, principalmente em propriedades grandes”, diz.

Sem problemas – O coordenador do Sistema de Rastreabilidade do Mapa, Serguei Brener, nega que haja qualquer problema de aceitação ou operacionalização do novo Sisbov e alega, inclusive que o número de inclusões, na proporção de tempo, tem sido bem maior que do sistema antigo.

“Essa informação não é verídica, esse dado está longe de ser verdade. Os números apontam inserção bastante significativa dentro do sistema”, afirma. Segundo ele, são 4,5 milhões de animais no País e 908,6 mil em Mato Grosso do Sul, segundo ele o Estado com número mais significativo de inserções.

Além disso, ele ressalta que até 31 de dezembro, quando expira o prazo para migração, o sistema anterior, que tem 30 milhões de animais no País, continua vigorando.

“Essa migração começou a ocorrer com a velocidade maior nas últimas duas semanas. O número de propriedades cadastradas chegou a 10 mil em quatro meses de sistema sendo que em cinco anos do sistema antigo só tinha 80 mil. Não tivemos em momento nenhum na história do Sisbov antigo inserções tão grande na proporção”, argumenta, alegando que a velocidade de entrada de novos animais identificados supera a de abates. Ele afirma que a migração tem ganhado agilidade durante as campanhas de vacinação.

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