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12/07/2005 13:28

Exportação de carne em alta

Famasul Notícias

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgou números, na semana passada, registrando que, mais uma vez, o Brasil atingiu novo recorde de exportações de carne bovina, com remessas que somaram US$ 295,8 milhões em junho. É um valor 33% superior aos US$ 222,3 milhões registrados em junho do ano passado. As remessas do mês passado atingiram 211,3 mil toneladas (pelo conceito de equivalente-carcaça), 32,6% a mais que as 159,3 mil toneladas de igual período do ano passado.


Mas, adverte a CNA, “esses números positivos representam situação inversa à do campo, onde os criadores acumulam perda de renda”. Com base em recente pesquisa (Indicadores Pecuários), feita com apoio do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Escola Superior Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Cepea/USP), a CNA mostra que entre janeiro e maio os preços pagos ao pecuarista pelo boi gordo caíram 11,3%, enquanto que os Custos Operacionais Totais (COT) subiram 4,29%.


“A tendência de redução dos preços pagos aos criadores e aumento dos custos de produção se mantém desde o segundo semestre de 2003”, ressalta o presidente do Fórum Nacional Permanente da Pecuária de Corte da CNA, Antenor Nogueira. Há preocupação quanto à capacidade de expansão do rebanho, pois o criador tem mantido elevado o abate de matrizes. “Essa tem sido a alternativa para gerar receita, mas reduzirá a produção de bezerros, em médio prazo”, alerta o representante da CNA.


Novos recordes – Os dados de custos de produção e de preços pagos ao pecuarista referem-se a nove Estados (GO, MG, MT, MS, PA, PR, RS, RO e SP), que concentram 77,87% do rebanho nacional. A situação mais grave foi registrada em Minas Gerais, onde houve redução de 14,11% nos valores ofertados pelo boi gordo, considerando o período entre janeiro e maio. Segundo explica Antenor Nogueira, frente a tal situação de perda de renda, o pecuarista começa a reduzir a compra de insumos, o que pode comprometer a produtividade em médio prazo.

Para Nogueira, a sobrevalorização do real frente ao dólar é o fator que recentemente fortaleceu a tendência de desvalorização do preço pago pelo boi gordo no mercado interno. Ele destaca que o preço médio de exportação da carne in natura foi de US$ 2.245 por tonelada em junho, frente a US$ 2.222 por tonelada, em junho do ano passado, ou seja, há estabilidade dos valores de negociação em moeda estrangeira. “Os preços em dólar podem estar estáveis, mas o resultado final é a diminuição da receita em reais”, afirma.


Apesar dos problemas gerados pelo atual patamar da taxa de câmbio, o Brasil registra novos recordes de exportação de carne bovina. No acumulado entre janeiro e junho, as exportações somam US$ 1,424 bilhão (referente a 1,06 milhão de toneladas), 31% a mais que o total de US$ 1,088 bilhão do primeiro semestre do ano passado (802 mil toneladas).


No acumulado em 12 meses, compreendendo o período entre julho de 2004 e junho de 2005, as exportações de carne bovina chegam a US$ 2,793 bilhões (2,112 milhões de toneladas), frente a US$ 1,954 bilhão (1,479 milhão de toneladas) registrado entre julho de 2003 e junho de 2004. A Rússia voltou a ser o principal destino das exportações, comprando US$ 72 milhões de carne bovina brasileira somente em junho e US$ 200 milhões no primeiro semestre.


Posições – Segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura, as exportações do agronegócio brasileiro totalizaram no primeiro semestre US$ 20,2 bilhões, recorde histórico para o período, com aumento de 10,2% sobre os primeiros seis meses de 2004 e um saldo de US$ 17,71 bilhões.


Apesar da queda em valor de 20,03%, o complexo soja continua liderando as vendas externas do setor, atingindo US$ 4,36 bilhões. Em segundo lugar, estão as carnes (bovina, suína, frangos e outros), com US$ 3,63 bilhões, representando um incremento de 31,56% sobre o período anterior. O açúcar e o álcool ocupam a terceira posição, com embarques de US$ 2,07 bilhões e incremento de 73,2%.

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