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29/04/2004 08:42

Excesso de chuva e seca provocaram quebra na produção

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O excesso de chuvas no Centro-Oeste e, sobretudo, a seca no Sul provocaram quebra na produção brasileira de grãos 2003/04, que deve chegar a 120,1 milhões de toneladas. O anúncio foi feito ontem pelo presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Luís Carlos Guedes Pinto, ao divulgar o quarto levantamento de safra. Com isso, ela ficará abaixo daquela que foi colhida em 2002/03, de 123,2 milhões de toneladas. Guedes garantiu, porém, que não haverá problemas para o abastecimento do mercado interno e o país ainda terá excedentes exportáveis de produtos como soja e até de arroz.

De acordo com a estimativa da Conab, a quebra de produção será de 10,7 milhões de toneladas, provocando uma safra de 8,2% inferior ao último levantamento (130,8 milhões de toneladas), divulgado em fevereiro passado, e 2,5% menor que a de 2002/03. A maior perda ocorreu no Sul do país: 7,5 milhões de toneladas, das quais 5,5 milhões de toneladas são de soja. O Rio Grande do Sul foi o estado mais prejudicado, com quebra de 4,1 milhões de toneladas de soja e de 900 mil toneladas de milho. No Centro-Oeste, a perda foi de 3,4 milhões de toneladas, das quais 2,1 milhões de toneladas são de soja.

A cultura mais afetada foi a soja, com 7,4 milhões de toneladas de quebra, atingindo uma produção total de 50,2 milhões de toneladas, ou 3,5% inferior ao ano passado, (52 milhões de toneladas). A seca no Sul, o excesso de chuvas no Centro-Oeste e a incidência da ferrugem asiática nas principais regiões produtoras fizeram com que houvesse uma queda de 5,6 milhões de toneladas sobre o levantamento anterior (57,6 milhões de toneladas). Com a colheita acima de 80%, os técnicos da Conab acreditam que não haverá mais alteração na estimativa de safra.

O levantamento apontou também queda na produção de milho, que totalizará 42,7 milhões de toneladas, ou seja, 10% inferior à safra 2002/2003 (47,4 milhões de toneladas) e 7,9% à pesquisa de fevereiro (46,3 milhões de toneladas). A maior variação ocorrerá na segunda safra do grão, que terá a área reduzida em 9,5% sobre o ano anterior (3,5 milhões de hectares), chegando a 3,2 milhões de hectares.

A seca no Sul do país, principalmente no Paraná, maior produtor do milho, impediu o plantio da segunda safra da cultura. Naquele estado, houve diminuição na área de 217 mil hectares e de produção de 1,6 milhão de toneladas sobre 2003. A expectativa é que o estado vai colher 3,9 milhões de toneladas do grão.

Como não há previsão de chuvas regulares para as principais regiões produtoras da segunda safra de milho, a Conab acredita que o déficit hídrico continuará sendo um problema para o desenvolvimento da lavoura. Por isso, a estimativa da estatal é de uma produção de 9,7 milhões de toneladas (queda de 23,9% sobre as 12,7 milhões de toneladas em 2003). Apesar da redução da safra total de milho, não há previsão de problemas no abastecimento, uma vez que o consumo esperado é de 39,9 milhões de toneladas e, com o recorde do ano passado, o estoque de passagem para 2005 ficará em 3,9 milhões de toneladas.

O feijão foi outra cultura prejudicada pelas adversidades climáticas. Segundo o levantamento da Conab, haverá quebra na primeira e segunda safras do grão, estimadas em 1,2 e 1,1 milhão de toneladas, respectivamente, ou seja, reduções de 116 mil toneladas na primeira safra e de 222 mil toneladas na segunda sobre a estimativa de fevereiro. No total, a estatal estima que o Brasil vai colher 3,2 milhões de toneladas do grão.

A seca favoreceu, no entanto, a produção de arroz no Rio Grande do Sul, que terá safra recorde de 6,2 milhões de toneladas. Com isso, o país vai colher a maior safra de sua história: 12,9 milhões de toneladas do grão, o que representa um aumento de 24,1% sobre a anterior (10,4 milhões de toneladas). A última grande colheita de arroz ocorreu em 1998/1999, quando o Brasil produziu 11,5 milhões de toneladas.

A produção recorde vai possibilitar uma redução nas importações de cerca de 1 milhão de toneladas. O presidente da Conab prevê também que o país terá um excedente de 100 mil toneladas do produto para exportar. Os bons preços e a expectativa futura para o mercado foram determinantes para o aumento de 13,5% da área cultivada de arroz, totalizando 3,6 milhões de hectares. Aliado a isso, o clima provocou uma produtividade recorde de 3.559 quilos por hectare (aumento de 9,4% sobre os 3.254 quilos por hectare em 2003).

Outra cultura que registrará produção expressiva é o algodão: 1,2 milhão de toneladas de pluma, ou seja, uma variação de 46,3% sobre o ano anterior (847,5 mil toneladas de pluma). A confirmação do número, no entanto, depende das condições climáticas, pois o produto ainda está em fase de colheita. A boa comercialização em 2003 e a excelente perspectiva para 2004 incentivaram a cultura. A expectativa é que as exportações cheguem a 420 mil toneladas de pluma.

No quarto levantamento, a Conab estimou ainda a intenção de plantio para as culturas de inverno. De acordo com a pesquisa, pelo segundo ano consecutivo o Brasil irá colher uma produção recorde de trigo. A maior safra dos últimos 15 anos será de 5,8 milhões de toneladas (0,8% superior a 2003). As dificuldades de plantio de milho segunda safra favorecerem o aumento de 8,8% da área destinada ao trigo, totalizando 2,6 milhões de hectares ante aos 2,4 milhões de hectares em 2003. O sorgo também registrará crescimento na produção, chegando a 1,8 milhão de toneladas, o que representa 10,6% sobre 2003 (1,6 milhão de toneladas).

Os dados do quarto levantamento de safra da Conab foram pesquisados entre 12 e 16 de abril, em 575 municípios das principais regiões produtoras do país. O próximo levantamento será realizado no período de 13 a 19 de junho.


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