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02/09/2010 18:11

Ex-secretário diz que não é bandido arrependido

Douradosnews

O ex-secretário de Governo Eleandro Passaia, responsável pelas denúncias que resultaram na prisão do prefeito de Dourados, secretários municipais e 9 dos 12 vereadores da cidade, está no Programa de Proteção a Testemunha. A informação foi confirmada pelo Delegado Bráulio Cesar Galloni, logo após a coletiva com a imprensa na tarde de quarta-feira.O delegado deixou claro que Eleandro Passaia não está na Delação premiada. \"A diferença é que o ex-secretário não cometeu crime antes das investigações e nem depois\", esclareceu.

O jornalista Eleandro Passaia foi o braço direito de Ari Artuzi durante a campanha política, que o elegeu no final de 2008. Após a Operação Owari, que levou secretários, vereadores, servidores públicos e empresários para a prisão em julho de 2009, Passaia pede demissão. Meses depois Passaia recebe nova proposta de Artuzi para reassumir a Secretaria de Comunicação.

Ele também dizia que acreditava no trabalho de Artuzi por ser uma pessoa batalhadora, porém discriminada politicamente, pois muitos, não acreditavam em seus projetos. Os planos de Passaia era reverter a imagem negativa do prefeito. Há quatro meses Ari Artuzi convidou Eleandro Passaia para assumir a cadeira de secretário de governo, e se tornou responsável por duas bancadas na prefeitura municipal.

Quando nesta época o prefeito resolveu contar o esquema de corrupção montado por ele dentro da prefeitura. \"Assim que aceitei o cargo o prefeito me abriu a \'mala preta\', revelando tudo que acontecia. Assim que fiquei sabendo de todos os atos de corrupção; como por exemplo, que pagava propina para os vereadores aprovarem seus projetos, que de cada licitação feita, ele teria 10%, muitas vezes recebia adiantado\", relatou Eleandro durante entrevista coletiva.

Ele diz que se sentiu traído e com isso decidiu procurar a Polícia Federal e contar o que estava acontecendo. \"Eu cheguei ao delegado Galoni e contei tudo; tinha duas opções: pedir demissão e ir embora ou colaborar com a polícia. A segunda opção foi aceita e a partir daí comecei a gravar tudo com material fornecido pela policia\", relata. \"Sei que muita gente vai falar que fiz isso porque tenho pretensões políticas ou que sou um bandido arrependido, mas quando você vê o sofrimento das pessoas da periferia, é impossível dormir tranquilo\", comenta Passaia.

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