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04/10/2005 15:39

Ex-diretor da Casa da Moeda reconhece saque de R$ 100 mi

Agência Câmara

O ex-presidente da Casa da Moeda Manoel Severino dos Santos admitiu participação indireta no recebimento de R$ 100 mil provenientes de conta do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza. Santos disse que, apesar de não ter recebido diretamente esses recursos, o dinheiro foi utilizado na quitação de dívidas da campanha de Benedita da Silva ao governo do Rio de Janeiro em 2002. Santos, que era tesoureiro da campanha de Benedita, disse que não cuidou do levantamento desses recursos e que credenciou outro coordenador da campanha, Carlos Manoel da Costa Lima, para cobrar o dinheiro e pagar os fornecedores.
Em depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Compra de Votos, Santos informou que a campanha de Benedita custou R$ 2,6 milhões e que ficaram dívidas de cerca de R$ 170 mil. O depoente afirmou que teve a iniciativa de procurar o então tesoureiro do PT, Delúbio Soares, para que o ajudasse a quitá-las.

Lista de Valério
Manoel Severino dos Santos ressaltou, porém, que não sabe porque seu nome está ligado aos saques e afirmou que só teve conhecimento de que o dinheiro veio de contas de Marcos Valério no Banco Rural depois de as dívidas terem sido quitadas.
De acordo com a lista de saques apresentada por Valério, Santos teria recebido R$ 2,6 milhões, o mesmo valor gasto na campanha de Benedita. Sobre a coincidência dos números, o ex-tesoureiro disse que os valores não têm ligação, já que a prestação de contas da campanha foi feita em 2002 e os supostos saques ocorreram entre abril de 2003 e julho de 2004.

Encontros
Sobre as reuniões que teve com Marcos Valério, Severino dos Santos explicou que a primeira delas ocorreu em 2003, quando foi procurado pelo empresário. Na ocasião, Valério teria oferecido os serviços de sua agência de publicidade para divulgar as ações da Casa da Moeda — oferta que foi recusada.
Santos disse que foi sua a iniciativa dos demais encontros que teve com Marcos Valério - três deles ocorridos em 2003, um em 2004 e dois em 2005. Ele queria que o empresário intermediasse reuniões dele com a Brasil Telecom, pois a Casa da Moeda estava interessada em voltar a produzir cartões telefônicos.

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