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Eugênio III

Portal Angels - 08 de julho de 2018 - 09:00

O Papa Eugênio III, nasceu em Montemagno, numa família cristã, rica e da nobreza italiana. Foi batizado com o nome de Píer Bernardo Paganelli, estudou e recebeu a ordenação sacerdotal na diocese de Pisa, centro cultural próximo da sua cidade natal.

Possuía um temperamento reservado, era inteligente, muito ponderado e calmo. Segundo os registros da época, em 1130 ele teve um encontro com religioso Bernardo Claraval, fundador da Ordem dos monges cisterciense e hoje um Santo da Igreja. A afinidade entre ambos foi tão grande que, cinco anos depois, Píer Bernardo ingressou no mosteiro dirigido pelo amigo e vestiu o hábito cisterciense.

Através da convivência com Bernardo Claraval, ele se tornou conhecido, pois foi escolhido para abrir um outro mosteiro da Ordem em Farfa, diocese de Viterbo, sendo consagrado o abade pelo Papa Inocêncio II. Quando este Papa morreu, o abade Píer Bernardo foi eleito sucessor.

Isto ocorreu não por acaso, ele era o homem adequado para enfrentar a difícil e delicada situação que persistia na época. Roma estava agitada e às voltas com graves transtornos provocados especialmente pelo líder político Arnaldo de Bréscia e outros republicanos que exigiam que fosse eleito um Papa que forçasse a entrega do poder político ao seu partido. Muitas casas de bispos e cardeais já tinham sido saqueadas. Por isto, os cardeais resolveram escolher o abade Píer Bernardo, justamente porque ele estava fora do colégio cardinalício, portanto isento das pressões dos republicanos.

Ele assumiu o pontificado com o nome de Papa Eugênio III. Mas, teve de fugir de Roma à noite, horas após sua eleição, para ser coroado no mosteiro de Farfa, em Viterbo. Era o dia 18 de fevereiro de 1145. Como a situação da cidade não era segura, o novo Papa e seus cardeais decidiram mudar para Viterbo. Quando a população romana foi informada correu para pedir sua volta. Foi assim, apoiado pelo povo, que o Papa Eugênio III retornou para Roma assumiu o controle da cidade, impondo a paz. Infelizmente, durou pouco.

Em 1146, Arnaldo passou a exigir a destruição total de Trívoli. Novamente o Papa Eugênio III teve de fugir. Como se recusou a comandar o massacre, ele corria risco de morte. Teve de atravessar os Alpes para ingressar na França, onde permaneceu exilado por três anos.

Os conflitos não paravam o povo estava sempre nas ruas, liderado por Arnaldo e o papa teve que ser duro com os insubordinados da Igreja que se aproveitavam da situação. Nesse período convocou quatro Concílios para impor disciplina. Também depôs os arcebispos de York e Mainz; promoveu uma séria reforma na Igreja e na cúria romana, em defesa da ortodoxia nos estudos eclesiásticos. Enviou o cardeal Breakspear, o futuro Papa Adriano IV, para divulga-la na Escandinávia, enquanto ele próprio ainda o fazia percorrendo o norte da Itália.

Só retornou a Roma depois de receber ajuda do imperador alemão Frederico Barba-Roxa, contra os republicanos de Arnaldo. Ainda pôde defender a Igreja contra os invasores turcos e iniciar a construção do Palácio Pontifico. Morreu no dia 08 de julho de 1153, depois de governar a Igreja por oito anos e cinco meses, num período tão complicado e violento da História. O Papa Eugênio III foi beatificado em 1872.

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