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17/12/2015 16:00

Estudos mostraram que ‘sonhar acordado’ faz bem para a saúde mental

Portal APCD

O ato de "sonhar acordado" por alguns momentos pode ser benéfico para a saúde mental. Segundo o neurocientista Moshe Bar, da Faculdade de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, sonhar acordado cria memórias de eventos que não aconteceram. "Isso deflagra um conjunto de 'experiências prévias' que podemos usar para decidir como agir caso tais imaginações se tornem realidade", afirmou o neurocientista.

Recentemente, um estudo conduzido por pesquisadores americanos e alemães indicou que este estado varia de pessoa para pessoa. Durante o experimento, cinco adultos deveriam recontar suas fantasias cada vez que ouvissem um bip, enquanto seus cérebros eram analisados por tomografia. Os resultados mostraram diferenças consideráveis entre as experiências e pensamentos de cada pessoa.

Outro trabalho, realizado por pesquisadores da Universidade Oxford, na Grã-Bretanha, mostrou que as regiões cerebrais que se comunicam entre si durante o estado de repouso variam de acordo com a memória, o nível de escolaridade e a resistência física da pessoa. É como se essas partes permanecessem conectadas, caso precisem ser reativadas.

Durante muito tempo acreditou-se que o cérebro "desligava" se não estivesse executando uma tarefa. O primeiro sinal de que o processo não é bem assim veio de um estudo da Faculdade de Medicina do Wisconsin, nos Estados Unidos, realizado há vinte anos. Durante uma tomografia realizada em um voluntário, o pesquisador percebeu que mesmo quando pedia para ele não pensar em nada, seu cérebro continuava em plena atividade, como se estivesse executando algo.

Outra análise, realizada em 1997, pela Universidade Washington em St. Louis, também nos Estados Unidos, revelou uma rede de conexões cerebrais que é ativada quando não estamos concentrados em nada.

Até hoje, foram publicados quase três mil estudos científicos sobre esse assunto. Inclusive, alguns cientistas afirmam que não se pode dizer que o cérebro tem um "estado de repouso", devido à sua constante atividade, e sim uma "rede em modo default" (tradução literal do inglês "Default Mode Network").

O neurologista Marcus Raichle, da Universidade Washington em St. Louis, disse que a nova descoberta seria uma forma de explicar por que o cérebro usa 20% da energia do corpo, quando suas atividades deveriam precisar de apenas 5%.

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