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26/01/2005 15:37

Estudo diz que 31 cidades de MS exploram crianças

Campo Grande News

Campo Grande está entre as 31 cidades de Mato Grosso do Sul onde existem exploração sexual de crianças e adolescentes com fins comerciais. A informação consta em levantamento divulgado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos, que identificou o problema em 937 municípios brasileiros.
O estudo considera quatro atividades como exploração sexual comercial: a prostituição, o tráfico de crianças e adolescentes, a pornografia e o turismo sexuais. A pesquisa foi realizada em parceria com a Universidade de Brasília (UnB) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
Segundo a coordenadora do estudo, a pesquisadora da UnB Maria Lúcia Leal, o número de municípios pode ser maior, porque o mapeamento consolidou dados já existentes no país. "Pode ser muito maior", admitiu Maria Lúcia. "Nós queríamos desenvolver uma matriz para o governo começar a municipalizar o enfrentamento", afirmou a pesquisadora.
A região Centro-Oeste tem 13,6% dos casos brasileiros. O secretário dos Direitos Humanos, ministro Nilmário Miranda, disse que a meta é reduzir pela metade esses números, até 2006. O estudo não revela o número de vítimas. "O importante para nós não é falar em números, é falar o que estamos fazendo para reverter esse problema. Se forem 100 mil, é escandaloso; se forem 50 mil, 30 mil, também é escandaloso", afirmou o ministro. "A idéia de criança explorada sexualmente é intolerável", ressaltou Nilmário Miranda.
O estudo também analisou os programas e as políticas existentes no país. No governo federal, cinco ministérios desenvolvem 13 projetos que, direta ou indiretamente, enfrentam o problema. Destes, o programa Bolsa Família é o que tem maior alcance, estando presente em 91,6% dos municípios brasileiros.
Único programa especificamente voltado para a questão, o Sentinela, que atende crianças e adolescentes vítimas de abuso e de exploração sexual, está presente em apenas 33% desses municípios. O Disque Denúncia, da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH), também atende apenas metade dos municípios em que o problema foi detectado pelo estudo.

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