Cassilândia, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

Últimas Notícias

05/07/2004 20:08

Estudantes que fizeram o Enem apontam soluções

Marina Domingos / ABr

Os estudantes que fizeram a prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem/2003) no ano passado, além de indicar causas da violência na sociedade, apontaram consequências e propuseram soluções para o problema. Como principal conseqüência, os jovens citaram a criação de uma sociedade paralela, que promove a privatização do mercado de segurança e isola a população pelo medo.

A prova foi aplicada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, do Ministério da Educação (Inep/MEC), a mais de 1,2 milhão de estudantes e teve como tema: “A violência na sociedade brasileira: como mudar as regras desse jogo?”. Cerca de 600 professores que corrigiram as provas extraíram os pontos em comum, traçando um quadro do que representa a violência para os alunos.

Segundo a socióloga Maria Stella Grossi, a sensação de medo tem relação direta com a privatização da segurança, porque quando as pessoas julgam que há essa sociedade paralela, há a intensificação do medo, da insegurança, de que o aparato judicial é ineficaz, conduzindo a idéia de privatização da segurança como um círculo vicioso. “Essa idéia de uma sociedade paralela do crime organizado já é resultado da paranóia e do medo”, destaca.

Para Stella, o medo causa nas pessoas a sensação de que precisam realizar sua própria segurança, que é uma segurança privada, levando inclusive à idéia de que é necessário fazer justiça com as próprias mãos. “Se o Estado não se encarrega, me encarrego eu. Me protegendo, estou protegendo meus interesses particulares, sejam eles, ou não, compatíveis com os interesses coletivos”, explica a especialista, que também é presidente da Sociedade Brasileira de Sociologia.

Ela ressalta que a raiz da crença em uma sociedade paralela está na percepção de que a Justiça é ineficaz e não consegue dar conta dos problemas, gerando impunidade. Stella alerta para o fato de que a sociedade ainda está pautada em regras e leis e não há motivo para acreditar que existe um poder paralelo.

“Falar em sociedade paralela é tornar absoluto algo que ainda é relativo. Porque ainda vivemos num estado onde existem normas, existem leis conhecidas da maioria da população. Falando assim, até parece que existem sociedades nas quais não se conhece os termos de legislação e de comportamento”, avalia a especialista.

Envie seu Comentário
Os comentários feitos no Cassilândia News são moderados. Antes de escrever, observe as regras e seja criterioso ao expressar sua opinião. Não serão publicados comentários nas seguintes situações:

1. Sem o remetente identificado com nome, sobrenome e e-mail válido. Codinomes não serão aceitos.
2. Que não tenham relação clara com o conteúdo noticiado.
3. Que tenham teor calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade.
4. Que tenham conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas.
5. Que contenham linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica.
6. Que transpareçam cunho comercial ou ainda que sejam pertencentes a correntes de qualquer espécie.
7. Que tenham característica de prática de spam.

O Cassilândia News não se responsabiliza pelos comentários dos internautas e se reserva o direito de, a qualquer tempo, e a seu exclusivo critério, retirar qualquer comentário que possa ser considerado contrário às regras definidas acima.
Restamcaracteres.
 
imagem transparente
Últimas notícias
Scroller Top
Sexta, 15 de Dezembro de 2017
10:00
Receita do dia
Quinta, 14 de Dezembro de 2017
21:14
Loteria
10:00
Receita do dia
Quarta, 13 de Dezembro de 2017
Scroller Bottom

  • Idalus Internet Solutions
  • TOP DataCenter e Internet
  • Disponível na AppStore
  • Disponível no Google Play
Rua Sebastião Leal, 845, CEP: 79.540-000, Cassilândia (MS)